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“Sensibilizar não é fácil”, explica pós-graduada em educação inclusiva Patricia Palma Parlageli professora da escola municipal CIEJA (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) da Freguesia do Ó, responsável pelo projeto SAAI – Sala de Apoio e Acompanhamento a Inclusão - no qual trabalha com pessoas com deficiência mental entre as idades de 14 a 45 anos. “Quando entrei no CIEJA trabalhei muito com os professores, para conscientizá-los e sensibilizá-los, em forma de palestras e apresentações. Muitos professores não sabem trabalhar com esses alunos, mas só pelo fato deles aceitaram, que foi o que ocorreu no CIEJA, já é um grande avanço”, disse Patricia. Em São Paulo existe certa de 111 SAAI espalhadas por escolas municipais. Essas aulas extras, fora do horário regular, servem de um apoio e estimulo para esses alunos especiais. De tal forma, se trabalha muito com a abstração das informações. “As pessoas com deficiência mental são muito concretas, portanto trabalho muito com o lado lúdico das informações, com jogos teatrais, analise de músicas, sempre com a preocupação em incentivar o desenvolvimento lingüístico dos alunos”, explica a professora. Além do fato de dar a oportunidade de estudo, que é de direito dessas pessoas, ajudam na sua inserção no mercado de trabalho e a receberem o respeito e admiração da sociedade, pela sua luta em busca de um lugar mais justo e que abranja a todos. - Postado por: Clícia Martin às 21h36 [] [envie esta mensagem] Esse é o hino de Dona Lia, com seus 80 e poucos anos, aluna "pós-graduada". É o hino para cada reinício das aulas, suas "Boas Vindas" para os novos alunos da Faculdade Aberta da Terceira Idade. Continuando a postagem sobre a Terceira Idade, hoje vou comentar um pouco sobre as atividades da COOFATI. Criado em 1998 com a iniciativa da Sra. Laerte Soares, Secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania da Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), a Faculdade da Terceira Idade trabalha não só com a auto-estima de seus "meninos e meninas", mas também a solidariedade, a saúde, os fatos atuais e principalmente o talento de cada um. As disciplinas ministradas abrangem aulas de línguas (Inglês, Espanhol e Italiano), Literatura, Psicologia, Informática, Música, História da Arte, Direito e Cidadania, Medicina e Saúde, além de Terapias alternativas como o Lian-Gong e Biodança; todas voltadas para a Terceira Idade, voltadas para manter a mente saudável. Os cursos abrem inscrições todo semestre, independente do grau de escolariedade dos interessados. A faculdade é voltada para os interesssados a partir de seus 45 anos de idade, com turmas no período da tarde e noite. Entre as atividades estão: apresentações teatrais, dança, coral, excursões culturais, promovem a Semana de Talentos com desfiles de moda e concurso de Miss e Mister Fati. Mesmo que o curso dure apenas 4 semestres, muitos fazem parte das classes "Sênior", os "pós-graduados" da Faculdade. As mudanças aparecem não só nos alunos participantes."Estou na FATI há quatro anos, meus filhos me deram muita força para começar, eles principalmente adoram que eu esteja lá" disse Tereza Mendes de 50 anos, e completa: "foi a minha redescoberta, na alegria que eu nem lembrava que tinha, reaprendi a sorrir, minha auto-estima cresceu". A família acaba sendo um alicerce para o empenho desses garotos e garotas com mais de 50 anos, não só pelo incentivo à prática de alguma atividade física, mas também o trabalho com o lado mental e também espiritual conquistado nesse espaço de convivência.
- Postado por: Naná Mika às 16h03 [] [envie esta mensagem] “Jornal Falado” é o novo projeto (em desenvolvimento) realizado pela Rádio Universitária da Faculdade Cásper Líbero. Ele consiste na disponibilização diária de leitura gratuita de jornais para cegos e pessoas com baixa visão. O novo sistema funciona como uma espécie de rádio, mas via telefone e internet. Por telefone, o usuário receberá instruções por um menu de atendimento (comando de voz) e poderá escolher o jornal, a editoria e o assunto que deseja. Já pela internet, a pessoa será guiada ao conteúdo/noticiário por um sinal sonoro. O projeto foi idealizado após uma reunião com a Sra. Dorina Nowill, presidente emérita e vitalícia da Fundação Dorina Nowill para Cegos, criada há 60 anos. Ela enfatizou a falta de acessibilidade dos meios de comunicação para as pessoas cegas. Foi daí que surgiu a idéia de um programa de reprodução sonora dos jornais impressos. As barreiras comunicacionais também têm de ser quebradas. A informação é imprescindível para uma boa formação crítica e para uma melhor construção da sociedade. Deve ser, portanto, acessível a todos!
http://www.facasper.com.br/radiouniversitaria/notas.php?id_nota=191 http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=18778 - Postado por: Carolina Gutierrez às 16h37 [] [envie esta mensagem] Pode-se dizer que a inclusão e ascensão das mulheres na sociedade foi uma das maiores conquistas revolucionárias do último século. É uma pena que esse processo só tenha evoluído de fato no mundo ocidental. Há tempos, que a figura da mulher vem tentando achar o seu lugar através de atos nobres e grandes ideais. Joana D’arc é um entre vários grandes exemplos femininos, que perderam a vida ao lutar por uma causa nobre. A nossa “sociedade moderna” já tem mulheres atuando em quase todas as áreas profissionais, em cargos de responsabilidade, cuidando de suas casas e famílias. Elas provam constantemente que são capazes de enfrentar as dificuldades e que podem exercer com dignidade diversas funções que, há anos só cabiam aos homens. Todo esse progresso não quer dizer que todos os preconceitos tenham sido vencidos. Ainda restam marcas muito fortes da sociedade predominantemente machista que resistiu por séculos. Esta que tinha a plena certeza de que a mulher, por ser inferior, veio ao mundo apenas para procriar e dar conta de seu instinto maternal. Atualmente, ainda faltam ajustes sociais para que as mulheres sejam equiparadas à casta masculina, seja nos quesitos profissionais, recebendo salários que sejam de acordo com cada função e não de acordo com o gênero, pura e simplesmente(por exemplo). Ainda falta vencer também uma série de “tabus” que acometem as mulheres, prejudicando-as moralmente. A luta feminina não pretende segmentar nem comparar os gêneros superficialmente. Pretende mostrar que a colaboração feminina só tem a somar ao crescimento e desenvolvimento da sociedade. É uma pena que no Oriente, devido a crenças mais radicais, o avanço da mulher seja quase nulo. Mas podemos acreditar que a força e vontade delas é igual a que transformou o mundo Ocidental nos últimos séculos. E que o processo evolutivo e inclusivo só faça crescer cada vez mais. “Nós vencemos. É, vencemos. O machismo opressor perdeu a sua longa hegemonia sobre a sociedade. Em alguns lugares do mundo, sim, muitas mulheres seguem em suas batalhas contra a brutalidade masculina, mas são focos de ignorância que deverão ser apagados. O fato é que, sem dúvida, hoje, podemos dizer que vencemos. Uma luta ancestral, cuja vitória merece ser comemorada.” Fernanda Young, um exemplo contemporâneo. - Postado por: Arieta Miranda às 22h36 [] [envie esta mensagem] A presença de intérpretes da língua dos sinais (Libras) será obrigatória em todas as universidades e colégios federais a partir do dia 23 de dezembro de 2006. Cerca de 3% da população brasileira têm deficiência auditiva. Essa medida visa facilitar o aprendizado dessa parte da população, e assim, facilitar também a inclusão dos mesmos no mercado de trabalho. Além disso, será também obrigatória a inclusão de aulas de Libras em cursos superiores de formação de professores (como letras, matemática e história) e de fonoaudiologia nas universidades, públicas e particulares. Infelizmente, parece que ao mesmo tempo em que damos um passo para frente, damos outro para trás. Foi produzida pela 23ª Vara Cível de São Paulo uma norma que permite que as instituições de ensino privadas não recebam deficientes em suas classes. "Qualquer norma intraconstitucional - editada pelo legislador ou pelos órgãos deliberativos dos sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios - , que imponha à iniciativa privada o dever de acolher de maneira incondicional pessoas portadoras de deficiência em classe de rede regular de ensino é manifestamente inconstitucional, dada a clareza do artigo 208, inciso III, da Constituição Federal", é o que afirma o Processo N° 583.00.2005.055918-2 - 23ª Vara Cível de São Paulo/SP. Pois é, desse jeito o caminho rumo à inclusão social parece mais longo do que realmente é. Desse jeito, não saímos do lugar. Desse jeito, continuamos a ver a inclusão como um objetivo distante, um sonho. Felizmente, um sonho que é ainda sonhado por muitos. "Da luta não me retiro." (O Teatro Mágico) Fonte: Revista Sentidos (30/10/2006) - Postado por: Roseane C. Castilho às 15h33 [] [envie esta mensagem] Todos sabemos que pessoas com deficiências enfrentam muitas dificuldades em sua vida. Mas do mesmo modo que existem essas dificuldades, existem pessoas que têm o intuito de buscar diminuí-las, fazendo assim com que a vida de pessoas com deficiências seja melhor. Alunos do ensino médio de uma escola pública de Sobradinho (DF) criaram um experimento muito interessante que pode auxiliar, e muito, a vida das aproximadas 11 milhões de pessoas com alguma deficiência visual em todo o Brasil e, porque não, ajudar deficientes de todo o mundo. Os jovens cientistas desenvolveram um óculos-sonar que emitem sinais para os deficientes visuais quando eles estão se aproximando de obstáculos, evitando assim que eles se choquem. O sensor, que calcula a distância entre a pessoa e o objeto, emite um som com uma intensidade que varia de acordo com a proximidade. No caso da pessoa ter também deficiência auditiva o aparelho ao invés de emitir um som, ele emitirá uma vibração. “Os óculos funcionam como um complemento da bengala, pois evita o choque com objetos mais altos que não são percebidos pela bengala, como orelhões e placas de sinalização” , diz o coordenador do projeto e professor Antônio Jacó de Souza. A intenção do professor é que o equipamento se popularize. Segundo ele, o óculo pode ser montado em qualquer oficina, com custo aproximado de 200 reais. É muito importante ver que pessoas se preocupam com esse problema, pois com esse exemplo muitas pessoas também irão pensar melhor nesse aspecto e tentar ajudar. Isso é só um começo, ainda falta muito, mas com esperança iremos conseguir fazer desse mundo, um mundo mais igual e sem preconceitos. - Postado por: Debora Leonardo às 21h37 [] [envie esta mensagem] O cinema comercial e as grandes emissoras de TV abordam pouco o tema da deficiência. Acredito que seja por se tratar de um assunto que geralmente não desperta interesse nas pessoas, e que por conseqüência não teria boa rentabilidade. Mas alguns filmes já foram lançados e ganharam prêmios importantes apresentando como tema central a deficiência. É o caso de Filhos do Silêncio que narra o romance de um professor de linguagem de sinais (William Hurt) e uma aluna deficiente auditiva, a atriz Marlee Matlin que atua no longa metragem também é surda e ganhou o Oscar em 1986. No Brasil o documentário Janela da Alma é o mais expressivo que aborda a deficiência. É baseado no depoimento de 19 personalidades com diferentes problemas de visão que falam sobre a relação que mantêm com a própria visão ou como lidam com a falta dela como é o caso do fotógrafo cego Eugene Bavca. Esse ano o 17° Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo realizou o cinema dos sentidos que exibiu filmes com áudio descritivo para deficientes visuais. A emissora de TV TVE tem o Jornal Visual que é voltado para o público deficiente, as reportagens apresentam o tema da deficiência visual e há também notícias nacionais e internacionais. O jornal é apresentado de segunda a sexta por duas intérpretes da Libras ( linguagem brasileira de sinais). Uma das melhores formas de promover inclusão social é mostrar o assunto com sensibilidade e arte pelo cinema e incluir o debate em programas cotidianos. Alguns bons exemplos existem e devem ser seguidos. - Postado por: Lidiane Guedes às 10h35 [] [envie esta mensagem] A escalada para deficientes visuais pode parecer inviável para alguns, mas para Mateus Nascimento não. Após presenciar um escalador subindo paredes vendado, teve a idéia de adaptar esse esporte para os deficientes visuais. Procurou suporte na ADD (Associação Desportiva para Deficientes) e na academia Casa de Pedra, especializada em escalada esportiva em ambientes fechados, na qual ele já praticava. Obteve apoio imediato.
Para dar referências ao deficiente visual, um escalador fica no solo direcionando o deficiente com a técnica do relógio analógico, nas quais os comandos são dados partindo do princípio de que o escalador é o centro de um relógio e as coordenadas são dadas conforme os horários. Por exemplo, uma agarra ao meio-dia indica que existe uma agarra acima da cabeça do escalador. O deficiente precisa estar completamente atento às indicações do coordenador. Pela complexidade do esporte, a idade mínima é de 14 anos. O projeto vem crescendo e atualmente conta também com a participação de deficientes auditivos. Fonte: Revista Sentidos Para ver o vídeo do Programa Sentidos, clique aqui. - Postado por: Roseane C. Castilho às 16h17 [] [envie esta mensagem] A psicóloga e publicitária Mara Cristina Gabrilli sofreu um acidente de carro, ao voltar de um final de semana na praia com o namorado e amigos. Mara fraturou o pescoço na quarta e quinta vértebra deixando-a tetraplégica, ou seja, sem movimentos nas pernas, braços e tronco. Mas entre muitas histórias parecidas, Mara se destaca, pois é a primeira brasileira tetraplégica a pousar nua para uma revista. Quebrando o “pré-conceito” de ser uma caderante e a mistificação, de forma que o portador de deficiência é tratado como um ser assexuado, ela conta sobre a sua vida sexual depois do acidente, relacionamentos, romances e o principal, mostra que sua vida continuou. “Muita gente me olha na cadeira de rodas e vê mais os ferros do que a pessoa que está em cima”, explica Mara na entrevista para a revista Trip. O ensaio fotográfico foi realizado no dia 22 de agosto de 2000, para a revista Trip. Mara, com seus 32 anos de idade mostra toda a sua sensualidade, com um corpo bem definido em poses ousadas. A liberdade de se expressar dessa forma é uma grande vitória, pois além de ser caderante, Mara é uma mulher. E como toda mulher gosta de ser desejada e amada. “Beleza e sensualidade são lados da deficiência física que ninguém mostra. Quebrei o pescoço, mas a sensualidade continua, o tesão continua”, explicou Mara na entrevista. Vaidosa, cuida de seu corpo tonificando músculos em uma rotina diária, das oito da manhã até o final do dia, ela faz alongamentos, fisioterapia, ginástica passiva e eletroestumulação. “Contrariando o padrão de beleza instituído pelas top models, Mara não tem celulite”, brincou a Revista. Vitoriosa, hoje é coordenadora do “Projeto Próximo Passo”, onde se elaboram trabalhos que contribuem para a melhoria de vida de pessoas portadoras de deficiências paralisantes. Com a missão de “Projetos de pesquisas para cura das paralisias, reabilitação, esporte, comunicação educativa, programas de prevenção, entretenimento, capacitação de profissionais ou qualquer outro tema que interfira positivamente na vida de portadores de distúrbios neuro-motores”. Para ver a entrevista na integra: Revista Trip - Postado por: Clícia Martin às 20h01 [] [envie esta mensagem] Hoje resolvi pegar um assunto diferente dos já citados aqui no nosso blog e abranger um pouco mais esse leque que é a Inclusão Social.Atualmente a expectativa de vida é muito maior do que há 30 anos, as pessoas estão ficando mais velhas, o mundo em si está envelhecendo. E ao mesmo tempo que aumenta o número dessas pessoas, cresce a preocupação com a saúde, a aposentadoria, os netos ou a próxima consulta médica. Ainda podemos citar a quarta idade! Imagine ter uma tataravô viva, com seus mais de 100 anos e seus tataranetos! Algo raro dentro das famílias até um tempo atrás. A terceira idade está presente. Alguns fazem de tudo por uma vida saudável: praticam caminhadas e exercícios físicos, participam de excursões, dançam e nem deixam de trabalhar para ajudar na renda familiar. Mesmo diante dessa independência muitos não conseguem ter o mesmo ânimo para tais atividades, acabam sedentários e muitos com quadros de depressão. As faculdades para a terceira idade surgiram com o intuito de melhorar a qualidade de vida desse grupo de pessoas, mantendo uma integração conjunta, trabalhando o lado emocional e também físico, além de ministrar aulas relacionadas à vida dentro da terceira idade. Os benefícios desse tipo de iniciativa é vista pela resposta de seus participantes: onde melhoram a atenção, passam a ter mais disposição, vontade para estar participando das aulas, isso tudo se reflete não só como mudança interior, é uma mudança que transparece no rosto de cada um. Na próxima postagem estarei comentando sobre a Faculdade Aberta para a Terceira Idade (FATI) de São Bernardo do Campo. Links: http://www.maisde50.com.br/ http://www.deidade.com.br/ http://www.fatisbc.com.br - Postado por: Naná Mika às 22h05 [] [envie esta mensagem] A arte é uma expressão natural do ser humano. Ela desenvolve a nossa dignidade de ser e possibilita a construção de nossa identidade. Por isso, a inclusão pela arte é uma das formas mais utilizada e eficaz. A inclusão de pessoas com deficiência é potencializada pela arte, pois ela possui uma linguagem universal que atinge, instiga e inclui a todos sem preconceitos. Por não possuir censuras e barreiras, a forma de se expressar surge livre e naturalmente. Assim, dor, angústia, tristeza, alegria, desejos se libertam do recalque e aparecem 'carimbados' em uma tela de pintura, na expressão de um personagem, no gesto cadenciado de um passo de dança, na voz tensa ou caricata de uma canção, na melodia singela de uma música. Muitas vezes, algumas dessas manifestações artísticas são incompreendidas pela sociedade padrão em que vivemos. O que todos temos que entender é que essas formas de expressão refletem e expõem a vivência de cada um diante dessa mesma sociedade. Portanto, a arte é uma das maneiras encontradas pela pessoa com deficiência (na realidade, por todos os seres humanos) para falar, gritar seus sentimentos para uma sociedade que não a ouve. E é por meio do incentivo artístico externo (da família, amigos ou de instituições) somado à arte natural interna singular de cada um, que conseguimos impulsionar as pessoas com e sem deficiência a se apropriar daquilo que lhes pertence: a sua expressão. - Postado por: Carolina Gutierrez às 16h19 [] [envie esta mensagem] Educação inclusiva é a inserção de alunos com algum tipo de deficiências em escolas regulares. Carlos Roberto Jamil Cury Presidente, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e um dos elaboradores das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e autor do Parecer 4/2002, que trata da Educação Inclusiva diz o seguinte sobre inclusão: “Trata-se de incluir todos dentro de um espaço considerado imprescindível para o desenvolvimento pessoal e da cidadania”. Incluir estudantes deficientes é um desafio imenso que esbarra no despreparo dos professores em lidar com alunos especiais, na falta de adaptação física das escolas e no preconceito dos estudantes por desconhecer o assunto. A educação destas pessoas tem sido objeto de inquietações e constitui um sistema paralelo de instituições e serviços especializados no qual a inclusão escolar desponta como um ideal utópico e inviável, diz Elizabet Dias de Sá, presidente do Conselho Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência de Belo Horizonte - MG. Essas dificuldades podem ser superadas com cursos que capacitem os professores a lecionar para alunos especiais e que consigam sensibilizar todos os demais sobre a importância de conviverem todos juntos. A riqueza da diversidade é a maior vantagem da educação inclusiva segundo Carlos Roberto. “Com a diversidade, um grupo ganha novos valores. Há um jogo, que ainda não sabemos fazer muito bem, mas temos de aprender, que é conviver com a diferença. Mais do que tolerar, que é muito pouco, ele implica a aceitação do diferente como algo que agrega”. A educação inclusiva parece estar longe de ser concretizada, principalmente porque a sociedade não está preparada para conviver com a diversidade, falta a sensibilização e a informação para conhecer aqueles que são diferentes. É necessário as pessoas entenderem quanto pode ser bom e importante viver com pessoas diferentes e isso tem que começar desde a escola, todos ganham com isso é o que argumenta Fábio Adiron, do Fórum Permanente de Educação Inclusiva. “A proposta da Educação Inclusiva beneficia todos os envolvidos. As pessoas com deficiência têm a acesso à Educação formal. Os demais alunos aprendem que a sociedade é repleta de diversidades e conseguem, assim, adquirir valores de vida melhores. O terceiro beneficiado é o educador: A presença de uma criança com deficiência na sala de aula faz com que o professor perceba que tem 30 alunos que são diferentes entre si, e não um que é diferente dos outros". - Postado por: Lidiane Guedes às 13h29 [] [envie esta mensagem] “A Força do Bem” uma organização fundada pela atriz Isabel Fillardis faz o cadastramento de pessoas com deficiência pelo site http://www.aforcadobem.org.br/cadastro.aspx . Este é o primeiro banco de dados brasileiro que serve para mostrar as deficiências por seus tipos, valores quantitativos, para integrar e trocar informações. Com o cadastro podem ser organizadas as informações do tipo: quantas pessoas por município, por região, por bairro e por tipo de deficiência. Teremos um melhor contato para colocar em prática as leis já decretadas, como a da acessibilidade. Ainda, o cadastro é importante para avaliar o acompanhamento médico e também para saber quantas pessoas com deficiências específicas vivem no país. Os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam mais de 16 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Para melhorar a eficiência na realização de ações específicas em cada caso o cadastro é um dos primeiros passos. Muito se especula sobre a realidade do nosso país, afinal com mais de 16 milhões de deficientes não é normal que eles não sejam vistos circulando por aí. Então, têm de ser averiguados temas como os da acessibilidade e das necessidades dos deficientes, pois não são atendidos pelos órgãos públicos e privados. Órgãos do nosso país que não cumprem com as suas obrigações.
http://www.aforcadobem.org.br/
- Postado por: Arieta Miranda às 19h42 [] [envie esta mensagem] Aproveitando o tema abordado pela Clícia no texto de ontem, gostaria de complementar falando um pouquinho do Projeto Cadeirantes, uma extensão da Oficina dos Menestréis. Criado em 2003 pelo diretor Deto Montenegro com o objetivo de inovar e direcionar o treinamento para novos horizontes. Inicialmente, o método foi aplicado a 17 cadeirantes. Deto procurou aplicar exercícios teatrais adaptados, mas sem fugir muito dos exercícios para os andantes. Ao final do curso foi apresentado um espetáculo chamado Noturno – Cadeirantes. O musical foi escrito pelo cantor e irmão do diretor, Oswaldo Montenegro, e adaptado para a turma de cadeirantes. Depois vieram Good Morning São Paulo Mixtureba e Vale Encantado Mixtureba (que foi apresentada no início desse ano), nas quais participavam do elenco cadeirantes e andantes, formando uma bela integração em cima do palco. O projeto, desde então, vêm se ampliando e conta com a participação de cadeirantes, deficientes visuais e outros tipos de deficiência. Quanto a essa integração, Deto Montenegro afirma que as diferenças se complementam. “Os cadeirantes são os olhos dos deficientes visuais e os deficientes visuais são as pernas dos cadeirantes”. O Projeto Cadeirantes não é filantrópico ou assistencial. É um projeto que busca a exploração do lado artístico, intuitivo e sensorial, levando em conta as características de cada um, conforme o tipo de deficiência. A Oficina dos Menestréis foi criada em 1991. O objetivo não é formar atores profissionais, mas sim fornecer acesso a atividades artísticas, independente da área de atuação profissional de cada participante. A oficina é constituída de 8 meses de aulas e preparação para o musical a ser apresentado pela turma. Os alunos levam muito a sério os ensaios e se esforçam ao máximo, dando o melhor de si. Meis informações: - Postado por: Roseane C. Castilho às 17h45 [] [envie esta mensagem] O teatro é uma das representações artísticas mais populares e antigas do mundo. A arte de encenar está em nossas vidas diariamente, por meio de telenovelas e filmes, porém o palco continua distante de sua platéia e o teatro para surdos é apenas um pequeno passo para essa aproximação. Trazer para esse mundo de fantasia a beleza da Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) e buscar na arte o tão esperado convívio, em perfeita harmonia, entre ouvintes e surdos, são alguns dos papeis da estudante Juliana Cristina Ferreira dos Santos que cursa o último ano do curso de Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, na UNESP. Juliana trabalha em dois projetos, um no bairro da Vila Nova Cachoeirinha, em uma escola da prefeitura para crianças com deficiência auditiva, Profº Mario Pereira de Cunha, onde estimula as crianças com jogos teatrais, brincadeiras e conhecimento corporal, e gera assim uma integração entre os alunos e auxilia em aulas de português para o melhor entendimento do texto, encenando-os. O outro fica no bairro da Saúde, no Instituto Santa Teresinha. Neste projeto, ela trabalha com adolescentes em oficinas teatrais. Nas oficinas, o estimulo para a aprendizagem do português é muito importante. “Os surdos tem muitas dificuldades em aprender o português, então trabalho muitos textos, para ajudar na leitura e a interpretação”, disse Juliana. Além de aplicar técnicas teatrais, estudos de cenas e elaborar uma peça para ouvintes e não-ouvintes. A criação de uma identidade surda é primordial para o desenvolvimento do portador de deficiência auditiva. “Muita gente acha que LIBRAS são apenas sinais, e não uma língua. O Bimodalismo (que utiliza LIBRAS e a leitura labial) ajuda o surdo a se comunicar com o mundo, pois não adianta ele apenas saber linguagem de sinais, a leitura labial é muito importante para ele conseguir se comunicar também com ouvintes”, ressaltou Juliana. E no teatro, ela trabalha com a expressão corporal de seus atores, pois para eles é mais fácil, já que sua própria linguagem é expressão. Na peça se utiliza um pouco de LIBRAS e mais de mímica, pois não são todas as pessoas que compreendem a linguagem de sinais, portanto a utlização da mimica é essencial para a compreensão da peça. - Postado por: Clícia Martin às 15h12 [] [envie esta mensagem]
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