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Vamos Dialogar no escuro?


   Quem nunca fechou o olho para ouvir uma musica ou ao colocar o pé na água para sentir a temperatura? Quem nunca parou para sentir o aroma de uma planta ou para pisar em uma folha seca?
   Todas essas sensações compõem a mostra “Dialogo no escuro” criada há 17 anos na Alemanha por Andreas Heinecke, idealizador do projeto. Realizada em salões totalmente escuros, com os mais variados estímulos sensoriais, e os guias são cegos. A intenção desse projeto é quebrar padrões do comportamento e reverter atitudes de rejeição. Heinecke acredita que quinze minutos na escuridão bastam para apagar as diferenças entre as pessoas.
   O projeto conseguiu, há cinco anos, um espaço permanente em Hamburgo – Alemanha. E já esteve em 16 paises incluindo o Brasil. Em maio desse ano, o projeto participou da Expo Interativa de Ciência, no Rio de Janeiro e em julho foi para Curitiba. E agora no ano que vem vai firmar raízes também aqui no Brasil, em Campinas.
   Bernard Kaplan é o fundador dessa idéia. Ele já participou muitas vezes dessas mostras “ninguém sai igual dessa experiência. Aprendemos a enxergar nossas deficiências”. Ele espera inaugurar esse Museu em seu Shopping Galeria – Campinas – no primeiro dia de fevereiro de 2007. As construções começaram em 15 de setembro desse ano.
   O primeiro Museu Brasileiro do Dialogo irá gerar 24 empregos permanentes para portadores de deficiência, e espera que o número aumente com o tempo. Bernard Kaplan acredita que esse possa ser o primeiro passo para a inserção desses trabalhadores no mercado, como já acontece na Alemanha.
   Para Andrea Heinecke ser cego significa exclusão numa sociedade baseada no visual. Mas não significa infelicidade, graças à recompensa com outro tipo de “olhar”, a partir de uma dimensão do cotidiano não-visual. “Na exposição, muitos cegos e pessoas com visão parcial abrirão os olhos dos visitantes no escuro para mostrar-lhes que seu mundo não é mais pobre, apenas diferente” diz Heinecke.
   Deve ser uma sensação indescritível mesmo. Eu vou com certeza. Quem vai comigo?

Saiba mais:
Blog oficial do Dialogo no escuro
Ciência e cultura
Folha Uol - Dialogo no escuro



- Postado por: Debora Leonardo às 18h33
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Á primeira vista


Estava procurando algo para a minha postagem de hoje e percebi que meus óculos estão mais uma vez mais fracos que meus olhos. Hehehe. Vou precisar passar no oftalmologista e ter que trocar meus óculos. Tenho quase 13 graus de miopia. Tudo por conta da falta de tecnologia e condições para procurar um tratamento mais avançado na época, hoje tenho diagnosticado uma curvatura sutil que o médico não percebia e acabava receitando o eixo incorreto, piorava a minha situação. Para mim é muito mais que um acessório, faz parte de mim no final. Lentes de contato não alcançam o meu grau - fora o fato de serem caras e a curvatura dar mais trabalho para usá-las. Cirurgia está fora de cogitação por causa da retina que está muito fina e delicada para tal procedimento. Mesmo com certas dificuldades, o jeito é levar a vida como ela é. O jeito é se adaptar à minha toupeirice.

Isso me fez lembrar de um filme que retrata o mundo de um cara que perde a visão de pequeno, convive com isso tranquilamente em meio à sua deficiência e mesmo assim toca sua vida como outro qualquer. Tendo sua própria visão de mundo e tentando interpretar o mundo de sensações que ele não compartilha com outras pessoas que "enxergam". O seu mundo só muda depois que conhece uma garota bem sucedida. Este é "À primeira vista" (At First Sight), um drama que mostra o envolvimento de Virgil com Amy (uma arquiteta de Nova York bem sucedida e que enxerga), mas algo não vai bem no Reino da Babilônia. Ela não aceita a deficiência do namorado e procura uma foram de devolver sua visão atravéz de uma nova técnica cirúrgica.

Sem sair contando spoillers por aí. Como seria interpretar o mundo e se adaptar a ele depois de um longo período de escuridão? Distinguir cores, luz, dimensões e profundidades. Se acostumar a tudo isso é um verdadeiro desafio à normalidade. (Eu me pergunto se conseguiria me adaptar a viver sem óculos) O que seria devolver a vida para Virgil, Amy acaba dando uma bela dor-de-cabeça ao pobre.

Hoje os avanços da tecnologia em cirurgia ocular estão cada vez mais refinadas e a possibilidade de devolver a visão tem impulsionado não só as pesquisas, mas também as pessoas com a possibilidade de voltar a enxergar novamente. É o caso de Stevie Wonder, que está ajudando nas pesquisas para reverter sua cegueira devido à uma doença congênita com o uso de chips na retina. Aliás, para aqueles que puderem ver RAY (sobre o Ray Charles). É uma boa pedida para conhecer a forma de ver o mundo com os outros sentidos.

Agora imagino ainda um dia que vou poder me livrar desse par de olhos pesados e poder enxergar por conta própria sem me matar para saber que ônibus está vindo, ler aquelas placas ao longe ou mesmo reconhecer alguém sem forçar a vista... Se eu, com esses graus tenho dificuldade, e me adaptei à elas... imgino a situação inversa: a de conhecer o mundo novamente...

À primeira vista - (At First Sight) EUA/1998 - 129 min - Drama - pela Fox Film. Baseado numa história verídica dentro do livro "Um antropólogo em Marte" - "Ver e não ver" - de Dr. Oliver Sacks, mesmo autor do livro (que depois virou filme) "Tempo de Despertar", onde mostra a dificuldade de "enxergar" tanto por uma pessoa cega quanto uma pessoa normal.

### Outros links relacionados ###
Cursos de massagem para deficientes visuais
Instituto Padre Chico para Cegos - SP
Sociedade de Assistência aos Cegos - CE
Documentário "Janela da Alma"


- Postado por: Naná Mika às 12h51
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Acesso Livre


Pensar em uma sociedade inclusiva requer transpor o paradigma de inclusão vigente. Para isso, é preciso olhar as diferenças e ultrapassar as dicotomias (normal/anormal), superando, assim, as hierarquias impostas entre as pessoas (ser melhor ou pior). "A inclusão envolve respeitar e legitimar a diversidade e a diferença. Temos de conhecer as diferenças para poder construir caminhos para a acessibilidade", disse a professora Elizabete Cristina Costa Renders.

Se a exclusão é conseqüência da incapacidade resultante da relação entre as pessoas (com e sem deficiência) e o meio ambiente, ou seja, é uma incapacidade compartilhada: não só das pessoas mas também do espaço físico da sociedade, então, para tornar essa sociedade mais acessível deve-se transformá-la, capacitando seus espaços.

Segundo o artigo 8 do Decreto 5.296 (2004), as barreiras (urbanísticas, comunicacionais e de atitudes) devem ser quebradas. Por exemplo: existe o conceito de 'Desenho Universal' - "concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade".

Assim, medidas tais como: rebaixamento de calçadas, rampas, piso tátil, sinalização visual e sonora, diretórios em braile, elevadores, telefones para surdos e acessíveis para cadeirantes e tecnologia assistiva são previstos por lei. Devemos, todos, cobrar a  fiscalização, o monitoramento e o cumprimento dessas leis nos espaços físicos.

 Informações adicionais:

normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Decreto 5.296



- Postado por: Carolina Gutierrez às 12h44
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Liberdade para telefonar


Pegar o telefone e fazer uma ligação para marcar uma consulta médica ou para alguma empresa e pedir informações parece algo simples, não? Realmente não tem complicação para quem ouve perfeitamente bem. Mas para quem é deficiente auditivo não é simples assim. Com certeza só conseguiriam fazer isso com ajuda de alguém.

Existe um sistema pouco conhecido ainda que ajuda na autonomia deles nessa tarefa corriqueira. É a CAS (Central de Atendimento ao Surdo) usada no hospital das Clínicas de São Paulo desde 2003, em que os deficientes auditivos podem marcar suas próprias consultas sem pedir auxilio de outras pessoas.

As ligações podem ser feitas através de aparelhos telefônicos adaptados para surdo que possuem teclado e visor. A central do HC recebe a ligação e ao identificar como sendo de um telefone para surdo atende através do computador.

Diversas empresas já têm a CAS possibilitando aos deficientes auditivos entrarem em contato com o SAC, fazer compras e solicitar informações sozinhos. As empresas de telefonia através da lei de acessibilidade (nº 10.098) realizam a instalação de aparelhos em locais públicos.

Esse sistema é mais um passo para a inclusão social e autonomia dos deficientes auditivos. É necessário ainda aumentar a quantidade de aparelhos adaptados em locais públicos e também as empresas divulgarem que possuem o serviço.


Para marcar consultas no HC: (0XX11) 3069-7243, na Central de Atendimento ao Surdo.


 



- Postado por: Lidiane Guedes às 11h15
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Banda Toque Especial faz apresentação dia 06 de novembro


Há exemplos claros de pessoas que estão no mundo para viver e fazer acontecer. E os integrantes da banda Toque Especial representam bem o tipo dessas pessoas, tocam seus instrumentos nos mais variados sons e não querem ser vistos como “coitadinhos”. O motivo para essa preocupação é o fato da banda ser formada por pessoas com deficiência mental.

A banda está na batalha há 12 anos. Ensaios, estudos fazem com que esses rapazes vençam o preconceito pouco a pouco. Eles conquistam um espaço visado por muitos artistas nessa área. Os meninos apresentaram 60 shows em Brasília, cidade onde moram, em 2005, e mais 30 só neste ano.

O show tem a duração de 2 horas com um repertório eclético e uma variedade de instrumentos que não se encontra em qualquer banda. Dentre eles: percussão, trombone, trompete, bateria e guitarra, os dois últimos mais comumente utilizados.

A superação de barreiras e o desempenho dos garotos para enfrentar essa área de trabalho saturada no mercado valem muitos elogios por parte de quem assiste e acompanha a banda. O grupo vende camisetas personalizadas produzidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e Deficientes de Taguatinga e Ceilândia (Apaede), e da doação de quem assiste aos espetáculos.

Para quem sabe a dificuldade de ser um músico pode fazer doações. O grupo aceita doações de roupas, sapatos, instrumentos e dinheiro. Contatos: 9843-6687 (Márcio), 9113-2900 (Graça), 9638-0799 (Marco Antônio) e 9986 3434 (Júnior Neftaly).

Quem ainda quer se conscientizar de que ter uma banda musical é trabalho duro, a apresentação da Toque Especial será no Centro de Ensino Médio 3 de Ceilândia, em Brasília. Vá, aprecie o som, o trabalho e me conte como foi, por favor.

“A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida”  Vinicius de Moraes

Puxado:

http://www2.correioweb.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_48.htm

http://www.tribunadobrasil.com.br/?ntc=24891&ned=1765
  
 



- Postado por: Arieta Miranda às 15h58
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Toda criança tem direito à educação!


Estamos nos aproximando do Dia das Crianças e um dos debates que está pauta atualmente é a escolha de uma escola. Na novela Páginas da Vida, o autor põe em discussão a inclusão de pessoas com deficiência. Clara, uma garotinha com Síndrome de Down, interpretada por Joana Mocarzel, está enfrentando problemas com o colégio onde estuda.

Esse não é um problema encontrado somente na novela. Uma dúvida que paira na cabeça de muitos pais de deficientes é: Escola especializada ou não?

São muitas as adversidades encontradas por aqueles que optam por matricular seus filhos em escolas não-especializadas. A primeira delas é o acesso. Raramente encontramos escolas com infra-estrutura adequada (rampas, elevadores, cadeiras etc) ao recebimento de alunos com necessidades especiais.

Outra preocupação comum dos pais é a qualificação dos professores e funcionários. Muitas vezes, os profissionais não sabem lidar de forma correta com determinadas deficiências ou então não têm conhecimento que permita estabelecer uma comunicação clara (tais como conhecimento em Libras e Braile). A formação dos professores no Brasil já é falha, obviamente são raros os professores preparados para lidar de maneira pertinente com as pessoas que têm algum tipo de deficiência.

Mas a discussão maior está na capacidade de aprendizado dos deficientes. Voltando à Páginas da Vida, a professora de Clara afirmou que ela não seria capaz de acompanhar os colegas de classe e por esse motivo deveria ser encaminhada para uma escola especializada, onde ela conseguiria acompanhar o ritmo da turma. Não seria, neste caso, uma limitação do aprendizado dela?

Cada indivíduo é dotado de inteligência e capacidade próprias, tendo ou não alguma deficiência. Mas qual é o limite? O limite é até onde nos permitem ir. Ao afirmar que os deficientes não têm capacidade e separa-los dos demais, estaríamos bloqueando a possibilidade de crescimento de suas habilidades e de sua inteligência. O aprendizado é feito a partir da troca de informações e de conhecimento, quando incluímos as crianças com deficiência nas escolas regulares, estimulamos a troca e, portanto, um aprendizado mais rico. As outras crianças passam a ser conscientizadas, passam a valorizar as diferenças individuais e a não discriminar, principalmente quando adultos, as pessoas com deficiência. E as crianças com deficiência, por sua vez, têm contato com as experiências vividas por outros, diferentes deles. E, seja em um ritmo mais rápido ou mais lento, estarão aprendendo muito além. Estarão ganhando também conhecimento e carga cultural e social obtidas, simplesmente, através da troca.

Saiba mais sobre os direitos das crianças e dos adolescentes:

Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente



- Postado por: Roseane C. Castilho às 12h27
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Inclusive na escola


Todos nós sabemos que a educação pública do Brasil está com muitos problemas. E não podemos deixar de destacar a importância da inclusão de crianças especiais em escolas comuns de ensino regular.

Educação é um direito garantido pela Constituição Federal (art. 208, III), então tais estabelecimentos educacionais deveriam abrigar toda e qualquer criança, portadora de deficiência ou não. Porém não é bem isso que acontece. Hoje essa realidade está mudando aos poucos, o Ministério da Educação (MEC) lançou o "Programa de Educação Inclusiva: Direito à Diversidade", desde 2003. Com a meta de formar 80 mil professores e gestores especializados em 83,5% dos municípios brasileiros. 

Pedagogicamente e estruturalmente falando, as escolas normais de ensino regular (normais por não se tratar de uma escola especial, que atende unicamente pessoas com deficiência) não estão preparadas para receber tais crianças. Faltam rampas, livros em braile, monitores de linguagem de surdos (LIBRAS) e principalmente há certa resistência quando se fala no ensino de portadores de deficiência mental.

Vamos aos números:

 - *640.317 alunos com necessidades especiais estão matriculados em todo o país, sendo 262.243 (41%) freqüentam classes comuns de ensino regular.
 - *Em 1998 esse percentual era de 18%
 - *O número de estabelecimentos que inclusivos (escolas regulares que recebem os alunos especiais) cresceu quase sete vezes, entre 98 e 2005.

É primordial, toda criança tem o DIREITO de ter uma educação de qualidade, respeitando a diversidade e aprendendo com ela.  E não serão barreiras físicas que irão impedir esse desenvolvimento. Uma criança com deficiência irá aprender e interagir muito mais em uma escola normal do que em uma especial. Claro, ela também terá o acompanhamento médico, psicológico e aprenderá a usar meios de comunicação de acordo com as necessidades como, por exemplo, o braile e a LIBRAS.

*Dados retirados do Censo Escolar 2005 - realizado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) do MEC.



- Postado por: Clícia Martin às 19h23
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LIBRAS e eleições


Vamos falar um pouco de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais):

   - Sabia que LIBRAS é muito diferente da linguagem oral e que a construção de frases não segue o modelo que em geral usamos? Por exemplo, nesta frase: O gato comeu o rato. Em LIBRAS seria: Rato gato comeu. Não por ser prático, mas sim por ser visualmente melhor.
   - Sabia que essa linguagem não utiliza sinônimos? Exemplo: Para eles pessoa é apenas pessoa e não indivíduo, sujeito, fulano, cara etc.
   - Sabia que não são todos os deficientes auditivos que utilizam LIBRAS?
   - Sabia que para falar e entender bem LIBRAS não basta usar apenas as mãos, precisa de muita expressão facial e corporal?
   - Sabia que, assim como na linguagem oral, em LIBRAS existe diferenças de palavras de região para região?
   Libras é uma linguagem VISUAL.

Agora sim podemos falar de LIBRAS nas eleições.

   Você já parou para olhar aqueles pequenos quadradinhos dos interpretes de LIBRAS nas campanhas políticas? O que achou?
   Para responder essa pergunta o estudante da Universidade Metodista Samuel Satilite diz: “Não dá certo, os fundos claros se confundem com as roupas. Os sinais são confusos e o quadrado é muito pequeno. Às vezes o interprete é de outro estado e alguns sinais são diferentes”.
   Já reparou que o (a) interprete começa sempre depois e termina sempre antes? “Eles pensam que surdo é bobo, resumem tudo e só passam o que achar importante para eles”, afirma Samuel.
   E o que falar das legendas que só passam em algumas propagandas? São pequenas, brancas e rápidas. Acho que a maioria já passou por essa dificuldade em filmes legendados. Gostaram? Imagine então quando o assunto é de suma importância.
E nos debates então, já prestou atenção em como funciona? Não funciona. Não tem legenda nem interprete.
   Não adianta só colocar interpretes e legendas se não for de boa qualidade. Os interpretes passando todas as informações com fidelidade e as legendas feitas para o bom entendimento dos deficientes auditivos.
   Mas sem o apoio das grandes redes de comunicação isso fica cada vez mais difícil. Ao ser alertada sobre os problemas citados sobre os debates, a TV Globo alegou a impossibilidade de atender às reivindicações legais da comunidade surda.
   Onde então procurar esse apoio? Afinal próximo dia 29 tem eleições.

http://www.mj.gov.br/mpsicorde/VisualizarPublicacao.asp?CodigoDaPublicacao=654&Visualizar=1&CodigoDoTemplate=1



- Postado por: Debora Leonardo às 22h12
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FAAAAAAAALA, MENINA!


Como estamos no embalo do Dia das Crianças, nada mais justo que falar sobre crianças. E talvez, juntar à arte seja o começo de tudo. É inevitável deixar de lado o impacto das artes como meio inclusivo na sociedade, não só entre crianças, mas num todo. Além das Artes Plásticas, a qual ainda devo uma postagem legal, as Histórias em Quadrinhos são o veículo mais próximo das pessoas, ou vai me dizer que você nunca dá uma olhada nas tirinhas do jornal?

Mas FALE, MENINO!...
"Fala, menino!" é um trabalho de Luis Augusto Gouveia, baiano de 35 anos, formado em Arquitetura (viu? Eu tenho futuro!), desde 94 trabalha com arte-educação para crianças, inclusive com crianças autistas. Criou essa HQ porque percebeu a falta de material que mostrasse a realidade do mundo infantil, não só aquela de viver num mundo fantasioso onde quase tudo é perfeito, mas aquele que mostrasse também a busca pelo ideal, onde as crianças têm problemas, diferenças e também dificuldades e buscando formas para discutir questões inclusivas, de cidadania e do próprio contexto da realidade.
Mais informações sobre o autor, ficha dos personagens, premiações... (Clique aqui).

Depois de começar minha pesquisa para a postagem de hoje, lembrei de ter visto uma mochila com o personagem principal, o Lucas, em duas ocasiões até: uma na vitrine da loja de bolsas e outra com um menininho especial, ele era surdo - deduzi isso porque tanto mãe e filho estavam conversando com a linguagem de sinais. Mas na época a mochila era só uma qualquer. E hoje me pergunto como estaria esse menininho. Como é sua escola, como ele reage com o mundo sem som.

Infelizmente está difícil ver essa publicação aqui em São Paulo. Pelo visto estão procurando espaço entre os principais jornais do eixo Rio - São Paulo há um tempo e até agora nada. Há a versão on-line das tiras de Lucas e sua turma, em manutenção, mas está lá no site do Universo HQ (Clique aqui).

Outros cantos:
E a primeira série animada de Fala, menino! no YouTube , produzido na Bahia. São 11 curtas de 44 segundos cada, que serão veiculado na TV Cultura a partir deste mês.
Quer algum livro da série? Na Siciliano.com tem!" (Que propaganda!) Mas é por uma boa causa. Leitura boa e barata. O Brasil consegue produzir coisas boas, basta a mídia prestar atenção!

PS: Tenho que agradecer à Nat por ter passado essa idéia para mim e ao Prof. Paulo Ramos por ter passado a dica para a Nat.


- Postado por: Naná Mika às 16h08
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Estigma do corpo


 “[...] o estigma não está na pessoa ou, neste caso, na deficiência que ela possa apresentar. Em sentido inverso, são os valores culturais estabelecidos que permitem identificar quais pessoas são estigmatizadas. Uma pessoa traz em si o estigma social da deficiência. Contudo, é estigmatizada porque se estabelece que ela possui no corpo uma marca que a distingue pejorativamente das outras pessoas”.
(RIBAS, J. B)


Além da questão física, a “deficiência” está diretamente ligada a valores normativos e critérios de “normalidade” (antítese normal-anormal) estabelecidos pelas relações sócio-culturais, políticas e econômicas de nossa sociedade. As pessoas são categorizadas, segregadas e, por fim, excluídas.

Segundo Lorena Dantas da Silva, a “sociedade orienta o comportamento dos indivíduos criando um sistema de classificação que tem a função de harmonizar a sociedade, evitando o surgimento da desordem e do desvio comportamental, produzindo formas de controle do indivíduo em todos os aspectos de sua vida, inclusive formas de controle do seu corpo”.

Reconhecido como signo social (projeção do ser no espaço sócio-cultural), o corpo traz consigo a identidade pessoal de cada um. O comportamento humano é suscetível de ser condicionado e adequado ao que é aceitável socialmente. Assim, o corpo é reificado e se torna objeto de manipulação por parte das leis do mercado e das instituições de controle e poder.

O corpo que não atende às exigências dessas normas é taxado de “anormal” (desvio) e condenado ao isolamento. A pessoa com deficiência é, então, descartada pelos padrões determinados pela sociedade. Esse estigma criado pelo rótulo de “anormalidade” possibilitou, e ainda possibilita, o surgimento de mecanismos de isolamento (por exemplo, clínicas e instituições) que implicam em exclusão e afastamento do convívio social (“não estão aptas ao convívio social saudável”).

Essa leitura social preconceituosa que rege o conceito de diferença dificulta a integração e inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, marginalizando-a e impedindo-a de exercer seu papel social de indivíduo.

 

Referências:

 

-DANTAS, Lorena. Corpo e Deficiência: http://www.cchla.ufpb.br/paraiwa/03-dantasdasilva.html

 

-ALVES, Valdelúcia. Diferença, Desvio, Preconceito e Estigma: A Questão da Deficiência:    www.bengalalegal.com/trabalho.doc

-RIOS, Hélio. O corpo na relação produção-consumo. In:Corpo em ética: perspectivas de uma educação cidadã. Org:Danilo Di Manno de Almeida.    Ed. Universidade Metodista de São Paulo. 

 
Trecho do livro “SOPRO NO CORPO” de Marco Antonio de Queiroz (preso a uma cama após um grave acidente de moto):

“Recolho de minhas histórias a integração comigo e com o mundo e se, de cada uma, retirasse seus personagens e esses resolvessem se reunir para escrever um só livro, tenho a impressão de que contariam a história de todos no planeta. Cegos e gordos, alcoólatras e velhos, negros e tutelados, aleijados e comunistas, analfabetos e hemofílicos, órfãos e favelados, caretas e homossexuais, baixinhos e toxicômanos, feios e presidiárias, solitários e gagos, vesgos e neuróticos, desempregados e diabéticos, prostitutas e poetas, estrangeiros e impotentes, pobres e gênios e todos aqueles que se desviaram do padrão do ser humano ‘normal’, sendo autores da mesma história, quem sobraria para ser o leitor? Somos a minoria? O problema é que, na maior parte das vezes, não sabemos conviver com nossa própria diferença,  nem com a do outro. O rótulo é o resultado social da padronização das diferenças. Imaginou-se, um dia, que um ser humano feliz deveria ser bonito, saudável, inteligente, rico e sensível. Hoje tenho certeza de que a profundidade e quantidade de problemas de uma pessoa não determinam sua felicidade; isso depende de como cada um enfrenta suas dificuldades, se cresce com sua bagagem ou estaciona em sua dor. Eu mesmo já tive muito menos problemas do que tenho hoje e nem por isso era mais feliz. Consolo? Não, realidade.”(p. 135 – 136)

 

 

 

 




- Postado por: Carolina Gutierrez às 14h24
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Conquista no mercado de trabalho


 Um dos grandes problemas da atualidade é o desemprego, todas as pessoas comentam e seguramente conhecem alguém que já passou por essa situação. Mas quando o assunto é o desemprego entre deficientes não é muito debatido provavelmente por ser um tema pouco conhecido.

No Brasil existe uma lei criada em 1991 (começou a vigorar em 2000) estipulando que em empresas com mais de 100 funcionários deve-se ter 2% de deficientes.Esse número cresce proporcionalmente à quantidade de empregados até o limite de 5% (empresas com mais de 1000 empregados).

Essa é uma boa medida usada para inserção de deficientes no mercado de trabalho. O ideal seria as empresas contratá-los por iniciativa própria, porém a elaboração de uma lei já apresenta um avanço, pois mostra que existe preocupação em incluí-los na sociedade.

A lei de cotas é uma barreira a menos na conquista de uma vaga. Os deficientes encontram diversos obstáculos como a baixa escolaridade por ter dificuldades em encontrar escolas bem estruturadas para recebê-los, a locomoção é difícil devido a precariedade do transporte público e ainda pelo preconceito e a discriminação muitas vezes acabam por não procurar emprego.

As empresas precisam evoluir não só no sentido tecnológico mas também no social. Percebendo a sua função na promoção de emprego e renda, além de buscar adaptar-se para receber pessoas com deficiências a fim de ajudar a formação de uma sociedade inclusiva.  

 

Informações adicionais:

Seminário Educação e Trabalho das Pessoas com Deficiência: http://www.institutoempregar.org.br/eventos2003/eventos_29.htm

Informações sobre Direitos do trabalho e afinshttp://www.saci.org.br/?IZUMI_SECAO=6

Guia de empregos: http://www2.uol.com.br/aprendiz/guiadeempregos/eficientes/noticias/ge130605.htm

 



- Postado por: Lidiane Guedes às 12h54
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Prática Acessível


"Acessibilidade você também tem compromisso" foi o tema da "I Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência" realizada de 12 a 15 de maio, deste ano. O evento contou com a presença de mais de 1.100 pessoas. Com uma estrutura projetada conforme as necessidades dos participantes.A prioridade do atendimento aos deficientes e o acesso a todos os locais foram leis regulamentadas por decreto em 2004.

A conferência possui caráter deliberativo e é organizada pelo CONADE (Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência) que tem vínculo com a Presidência da República através da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

O tema acessibilidade é bem discutido hoje em dia. Mesmo com pouca divulgação e falta de interesse da maior parte da população. Os principais interessados pelo assunto entendem que a legislação tem que ser colocada em prática. Prática esta que caminha com a evolução tecnológica possibilitando uma melhora na vida das pessoas

A acessibilidade está dividida em cinco meios de ações: arquitetônica, comunicacional, metodológica, programática e atitudinal.

O evento é um marco na história recente do país. Dessa conferência e das discussões é que saem as idéias para projetos de lei que regulamentam os direitos das pessoas com deficiência. Um encontro que reúne projetos municipais e estaduais.

Há muito trabalho a ser feito para uma vida mais democrática. Visa uma conscientização da população para a cobrança da eficiência no cumprimento das leis e pela criação de um órgão fiscalizador. Muito já se conquistou com pessoas interessadas no assunto e que se empenham para o melhor desenvolvimento humano.


Sobre as leis
Sobre a Conade
Sobre a I Conferência Nacional dos direitos das pessoas com Deficiência
Sobre a campanha da acessibilidade


- Postado por: Arieta Miranda às 19h38
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Sentido Social


Desde que comecei a escrever para este blog passei a observar mais atentamente (e com outro olhar) os acontecimentos à minha volta. Sempre procurando algo que chamasse a minha atenção para a inclusão ou a exclusão social.Andando pelas ruas, imagino as possíveis dificuldades enfrentadas pelos portadores de deficiências, sejam elas quais forem.

Todos os dias realizamos diversas atividades e ações. Utilizamos o transporte público. Atravessamos ruas. Falamos ao telefone. Assistimos à TV. Navegamos na internet. Impossível enumerar e exemplificar o dia-a-dia de um ser humano, ou, no caso, de vários seres humanos: todos nós. São pequenas ações feitas quase que automaticamente. Mas o que passa despercebido, é justamente que tudo isso que fazemos diariamente pode, em muitos casos, ser uma barreira até mesmo intransponível para uma pessoa portadora de deficiência, principalmente se ela estiver sozinha.
Mudando nossa percepção, percebemos que o mundo foi construído inicialmente para pessoas consideradas “normais”. Os diferentes foram esquecidos. As calçadas foram feitas para quem consegue subir na guia. Os semáforos foram feitos para quem os vê. O telefone, para quem ouve. E assim por diante.

Parece até que as pessoas esquecem que todos somos, essencialmente, seres humanos. É nesse ponto em que devemos fazer a diferença, nós, que acreditamos no respeito à diversidade e, principalmente, na inclusão.

É nesse ponto em que devemos apurar o nosso sentido social e irmos além. Lutarmos não só pelos nossos direitos individuais como também pelos direitos coletivos, pelos direitos daqueles que, como nós, têm o direito a serem respeitados.

Infelizmente, vemos ainda muita gente que acredita que as pessoas portadoras de deficiência são incapazes, inválidas e tantos outros adjetivos preconceituosos e depreciativos. Isso tem que mudar!



- Postado por: Roseane C. Castilho às 11h16
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Do Luto à Luta!


*“Todos têm que saber que quando olhado de perto ‘ninguém é normal’", disse Evaldo Mocarzel, diretor do documentário: “Do luto a luta”, que aborda um assunto muito pouco discutido: a vida da pessoa com síndrome de Down e a reação dos pais ao descobrir um filho com a síndrome.

 

Com uma visão diferenciada, o documentário traz entrevista com pais contando o trauma inicial ao saber que o filho tinha a síndrome e depois a luta para o desenvolvimento e aprendizagem de seus filhos.

 

O próprio diretor é pai de criança com síndrome de Down, Joana Mocarzel, de seis anos, a “Clarinha” de Páginas da Vida, Rede Globo. *“O filme foi fruto da minha relação com a minha filha. Fiz o filme que gostaria de ter assistido quando ela nasceu. O momento da notícia, o instante em que me contaram que minha filha possuía a síndrome de Down foi como se um prédio de 60 andares estivesse desabando sobre minha cabeça. Na verdade, era mesmo um prédio. Era um enorme edifício de falta de informação, de desconhecimento sobre a realidade de se conviver com uma pessoa com deficiência”.

Além dos pais, o documentário mostra pessoas com Down vivendo uma vida diária normal, com trabalho, estudo, sonhos e momentos de lazer.  Como por exemplo, a história de um jovem casal preparando seu casamento, o menino que quer ser surfista e um bibliotecário apaixonado por livros e leitura.

O documentario é emocionante e um grande "basta!" ao preconceito! *"Eu quis fazer um filme em que os "downs" se expusessem, que falassem por eles mesmos. E eles mostraram do que são capazes. É muito importante que todo pai ame e aceite seus filhos como eles são, que os estimulem, com ou sem síndrome".

* trechos retirados da entrevista de Evaldo Mocarzel ao jornal da AME: http://www.funarte.gov.br/vsa/noticias.htm



- Postado por: Clícia Martin às 17h02
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Votar é mais que um dever. É um direito de todos.


Hoje é dia de eleição. Uma difícil eleição, diga-se de passagem. Cada pessoa vai escolher cinco candidatos para diferentes cargos. São vinte e um toques na urna. É muito número. Mas há o que comemorar. Uma grande vitória para os deficientes visuais é a urna eletrônica. Ainda existem algumas dificuldades, mas nem se comparam as já ultrapassadas cédulas de papel.

 

E vai ficar melhor. Está para ser testada uma Urna especial. É a mesma urna, mas ela vai ganhar fones de ouvido e um som para cada número. Assim o deficiente visual vai ter certeza que o seu  voto está correto, já que muitos cegos não dominam a lingüagem Braille.

 

Que tristeza! Acabo de ouvir na rádio que houve tumulto no Colégio Santo Américo, onde vota o candidato à presidência Geraldo Alckmin. O colégio não foi adaptado para receber idosos e deficientes físicos. Aqueles que tinham suas sessões nos andares superiores e não conseguiam subir escadas não puderam votar. Os mesários foram categóricos ao afirmar que eles não podiam votar.  Onde está a democracia?

 

O voto é um direito e um dever de todos. E os deficientes têm preferência. Os deficientes físicos ao fazerem cadastro na zona eleitoral são encaminhados a sessões adaptadas. Caso não consigam o acesso para a sessão eleitoral indicada eles pode justificar a ausência. Uma alternativa muito fácil para quem quer ignorar um problema social.

 

Existem hoje aproximadamente 600 mil deficientes eleitores. O suficiente para desequilibrar uma eleição. Por isso o voto deles é muito importante e não deve ser ignorado em hipótese alguma. Vamos lutar pelo direito de todos. Afinal em que tipo de país nós vivemos? Onde está o “país de todos” que nossos políticos tanto falam? Independente de quem ganhar, é preciso cobrar os nossos direitos. Os direitos de todos. Afinal é nosso direito viver em um país decente.  



- Postado por: Debora Leonardo às 17h20
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