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Sentidos nas alturas


A escalada para deficientes visuais pode parecer inviável para alguns, mas para Mateus Nascimento não. Após presenciar um escalador subindo paredes vendado, teve a idéia de adaptar esse esporte para os deficientes visuais. Procurou suporte na ADD (Associação Desportiva para Deficientes) e na academia Casa de Pedra, especializada em escalada esportiva em ambientes fechados, na qual ele já praticava. Obteve apoio imediato.

Imagem retirada da Revista SentidosApós muita luta para encontrar interessados, foi formada a primeira turma em 2003, com apenas dois alunos. A escalada envolve muitos riscos, porém, com treinamento intensivo, equipamento confiável e o uso do bom senso, os riscos são bastante limitados. Primeiro, os alunos praticam dentro da academia (indoor) para aprender e aperfeiçoar as técnicas e melhorar a condição física (com aumento do equilíbrio e da força muscular). Depois de no mínimo 6 meses de treinamento, os alunos podem realizar escaladas outdoor, ou seja, externas.

Para dar referências ao deficiente visual, um escalador fica no solo direcionando o deficiente com a técnica do relógio analógico, nas quais os comandos são dados partindo do princípio de que o escalador é o centro de um relógio e as coordenadas são dadas conforme os horários. Por exemplo, uma agarra ao meio-dia indica que existe uma agarra acima da cabeça do escalador. O deficiente precisa estar completamente atento às indicações do coordenador. Pela complexidade do esporte, a idade mínima é de 14 anos.

O projeto vem crescendo e atualmente conta também com a participação de deficientes auditivos.

Fonte: Revista Sentidos
Imagem retirada da Revista Sentidos

Para ver o vídeo do Programa Sentidos, clique aqui.



- Postado por: Roseane C. Castilho às 16h17
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Um exemplo de mulher. Além disso, um exemplo de vida.


A psicóloga e publicitária Mara Cristina Gabrilli sofreu um acidente de carro, ao voltar de um final de semana na praia com o namorado e amigos. Mara fraturou o pescoço na quarta e quinta vértebra deixando-a tetraplégica, ou seja, sem movimentos nas pernas, braços e tronco.

Mas entre muitas histórias parecidas, Mara se destaca, pois é a primeira brasileira tetraplégica a pousar nua para uma revista. Quebrando o “pré-conceito” de ser uma caderante e a mistificação, de forma que o portador de deficiência é tratado como um ser assexuado, ela conta sobre a sua vida sexual depois do acidente, relacionamentos, romances e o principal, mostra que sua vida continuou. “Muita gente me olha na cadeira de rodas e vê mais os ferros do que a pessoa que está em cima”, explica Mara na entrevista para a revista Trip.

 O ensaio fotográfico foi realizado no dia 22 de agosto de 2000, para a revista Trip. Mara, com seus 32 anos de idade mostra toda a sua sensualidade, com um corpo bem definido em poses ousadas.

A liberdade de se expressar dessa forma é uma grande vitória, pois além de ser caderante, Mara é uma mulher. E como toda mulher gosta de ser desejada e amada. “Beleza e sensualidade são lados da deficiência física que ninguém mostra. Quebrei o pescoço, mas a sensualidade continua, o tesão continua”, explicou Mara na entrevista. Vaidosa, cuida de seu corpo tonificando músculos em uma rotina diária, das oito da manhã até o final do dia, ela faz alongamentos, fisioterapia, ginástica passiva e eletroestumulação. “Contrariando o padrão de beleza instituído pelas top models, Mara não tem celulite”, brincou a Revista.

Vitoriosa, hoje é coordenadora do “Projeto Próximo Passo”, onde se elaboram trabalhos que contribuem para a melhoria de vida de pessoas portadoras de deficiências paralisantes. Com a missão de “Projetos de pesquisas para cura das paralisias, reabilitação, esporte, comunicação educativa, programas de prevenção, entretenimento, capacitação de profissionais ou qualquer outro tema que interfira positivamente na vida de portadores de distúrbios neuro-motores”. 

Para ver a entrevista na integra: Revista Trip

Projeto Próximo Passo

Mara Cristina Gabrilli



- Postado por: Clícia Martin às 20h01
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Faculdades para a Terceira Idade


Hoje resolvi pegar um assunto diferente dos já citados aqui no nosso blog e abranger um pouco mais esse leque que é a Inclusão Social.

Atualmente a expectativa de vida é muito maior do que há 30 anos, as pessoas estão ficando mais velhas, o mundo em si está envelhecendo. E ao mesmo tempo que aumenta o número dessas pessoas, cresce a preocupação com a saúde, a aposentadoria, os netos ou a próxima consulta médica. Ainda podemos citar a quarta idade! Imagine ter uma tataravô viva, com seus mais de 100 anos e seus tataranetos! Algo raro dentro das famílias até um tempo atrás.

A terceira idade está presente. Alguns fazem de tudo por uma vida saudável: praticam caminhadas e exercícios físicos, participam de excursões, dançam e nem deixam de trabalhar para ajudar na renda familiar. Mesmo diante dessa independência muitos não conseguem ter o mesmo ânimo para tais atividades, acabam sedentários e muitos com quadros de depressão.

As faculdades para a terceira idade surgiram com o intuito de melhorar a qualidade de vida desse grupo de pessoas, mantendo uma integração conjunta, trabalhando o lado emocional e também físico, além de ministrar aulas relacionadas à vida dentro da terceira idade. Os benefícios desse tipo de iniciativa é vista pela resposta de seus participantes: onde melhoram a atenção, passam a ter mais disposição, vontade para estar participando das aulas, isso tudo se reflete não só como mudança interior, é uma mudança que transparece no rosto de cada um.

Na próxima postagem estarei comentando sobre a Faculdade Aberta para a Terceira Idade (FATI) de São Bernardo do Campo.

Links:
http://www.maisde50.com.br/
http://www.deidade.com.br/
http://www.fatisbc.com.br

- Postado por: Naná Mika às 22h05
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Arte expressa


A arte é uma expressão natural do ser humano. Ela desenvolve a nossa dignidade de ser e possibilita a construção de nossa identidade. Por isso, a inclusão pela arte é uma das formas mais utilizada e eficaz.

A inclusão de pessoas com deficiência é potencializada pela arte, pois ela possui uma linguagem universal que atinge, instiga e inclui a todos sem preconceitos. Por não possuir censuras e barreiras, a forma de se expressar surge livre e naturalmente. Assim, dor, angústia, tristeza, alegria, desejos se libertam do recalque e aparecem 'carimbados' em uma tela de pintura, na expressão de um personagem, no gesto cadenciado de um passo de dança, na voz tensa ou caricata de uma canção, na melodia singela de uma música. Muitas vezes, algumas dessas manifestações artísticas são incompreendidas pela sociedade padrão em que vivemos. O que todos temos que entender é que essas formas de expressão refletem e expõem a vivência de cada um diante dessa mesma sociedade.

Portanto, a arte é uma das maneiras encontradas pela pessoa com deficiência (na realidade, por todos os seres humanos) para falar, gritar seus sentimentos para uma sociedade que não a ouve. E é por meio do incentivo artístico externo (da família, amigos ou de instituições) somado à arte natural interna singular de cada um, que conseguimos impulsionar as pessoas com e sem deficiência a se apropriar daquilo que lhes pertence: a sua expressão.   
 



- Postado por: Carolina Gutierrez às 16h19
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Educação Inclusiva


Educação inclusiva é a inserção de alunos com algum tipo de deficiências em escolas regulares. Carlos Roberto Jamil Cury Presidente, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e um dos elaboradores das Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e autor do Parecer 4/2002, que trata da Educação Inclusiva diz o seguinte sobre inclusão: “Trata-se de incluir todos dentro de um espaço considerado imprescindível para o desenvolvimento pessoal e da cidadania”.

Incluir estudantes deficientes é um desafio imenso que esbarra no despreparo dos professores em lidar com alunos especiais, na falta de adaptação física das escolas e no preconceito dos estudantes por desconhecer o assunto. A educação destas pessoas tem sido objeto de inquietações e constitui um sistema paralelo de instituições e serviços especializados no qual a inclusão escolar desponta como um ideal utópico e inviável, diz Elizabet Dias de Sá, presidente do Conselho Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência de Belo Horizonte - MG.

Essas dificuldades podem ser superadas com cursos que capacitem os professores a lecionar para alunos especiais e que consigam sensibilizar todos os demais sobre a importância de conviverem todos juntos. A riqueza da diversidade é a maior vantagem da educação inclusiva segundo Carlos Roberto. “Com a diversidade, um grupo ganha novos valores. Há um jogo, que ainda não sabemos fazer muito bem, mas temos de aprender, que é conviver com a diferença. Mais do que tolerar, que é muito pouco, ele implica a aceitação do diferente como algo que agrega”.

A educação inclusiva parece estar longe de ser concretizada, principalmente porque a sociedade não está preparada para conviver com a diversidade, falta a sensibilização e a informação para conhecer aqueles que são diferentes. É necessário as pessoas entenderem quanto pode ser bom e importante viver com pessoas diferentes e isso tem que começar desde a escola, todos ganham com isso é o que argumenta Fábio Adiron, do Fórum Permanente de Educação Inclusiva. “A proposta da Educação Inclusiva beneficia todos os envolvidos. As pessoas com deficiência têm a acesso à Educação formal. Os demais alunos aprendem que a sociedade é repleta de diversidades e conseguem, assim, adquirir valores de vida melhores. O terceiro beneficiado é o educador: A presença de uma criança com deficiência na sala de aula faz com que o professor perceba que tem 30 alunos que são diferentes entre si, e não um que é diferente dos outros".



- Postado por: Lidiane Guedes às 13h29
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Cadastro Nacional para Pessoas com Deficiência


“A Força do Bem” uma organização fundada pela atriz Isabel Fillardis faz o cadastramento de pessoas com deficiência pelo site http://www.aforcadobem.org.br/cadastro.aspx . Este é o primeiro banco de dados brasileiro que serve para mostrar as deficiências por seus tipos, valores quantitativos, para integrar e trocar informações.

Com o cadastro podem ser organizadas as informações do tipo: quantas pessoas por município, por região, por bairro e por tipo de deficiência. Teremos um melhor contato para colocar em prática as leis já decretadas, como a da acessibilidade.

Ainda, o cadastro é importante para avaliar o acompanhamento médico e também para saber quantas pessoas com deficiências específicas vivem no país. Os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam mais de 16 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Para melhorar a eficiência na realização de ações específicas em cada caso o cadastro é um dos primeiros passos.  

Muito se especula sobre a realidade do nosso país, afinal com mais de 16 milhões de deficientes não é normal que eles não sejam vistos circulando por aí. Então, têm de ser averiguados temas como os da acessibilidade e das necessidades dos deficientes, pois  não são atendidos pelos órgãos públicos e privados. Órgãos do nosso país que não cumprem com as suas obrigações.


Ps: há possibilidade de fazer o cadastro pelo correio a caixa postal é: 37722, e o CEP é 22640-970.

http://www.aforcadobem.org.br/


 



- Postado por: Arieta Miranda às 19h42
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Expressão e arte sobre rodas


Aproveitando o tema abordado pela Clícia no texto de ontem, gostaria de complementar falando um pouquinho do Projeto Cadeirantes, uma extensão da Oficina dos Menestréis. Criado em 2003 pelo diretor Deto Montenegro com o objetivo de inovar e direcionar o treinamento para novos horizontes. Inicialmente, o método foi aplicado a 17 cadeirantes. Deto procurou aplicar exercícios teatrais adaptados, mas sem fugir muito dos exercícios para os andantes.

Ao final do curso foi apresentado um espetáculo chamado Noturno – Cadeirantes. O musical foi escrito pelo cantor e irmão do diretor, Oswaldo Montenegro, e adaptado para a turma de cadeirantes. Depois vieram Good Morning São Paulo Mixtureba e Vale Encantado Mixtureba (que foi apresentada no início desse ano), nas quais participavam do elenco cadeirantes e andantes, formando uma bela integração em cima do palco.

O projeto, desde então, vêm se ampliando e conta com a participação de cadeirantes, deficientes visuais e outros tipos de deficiência. Quanto a essa integração, Deto Montenegro afirma que as diferenças se complementam. “Os cadeirantes são os olhos dos deficientes visuais e os deficientes visuais são as pernas dos cadeirantes”.

O Projeto Cadeirantes não é filantrópico ou assistencial. É um projeto que busca a exploração do lado artístico, intuitivo e sensorial, levando em conta as características de cada um, conforme o tipo de deficiência.

A Oficina dos Menestréis foi criada em 1991. O objetivo não é formar atores profissionais, mas sim fornecer acesso a atividades artísticas, independente da área de atuação profissional de cada participante. A oficina é constituída de 8 meses de aulas e preparação para o musical a ser apresentado pela turma. Os alunos levam muito a sério os ensaios e se esforçam ao máximo, dando o melhor de si.

Meis informações:
Teatro Dias Gomes
Rua Domingos de Moraes, 348
Vila Mariana – São Paulo/SP
Telefone: (11) 5575-7472 – das 10h às 18h
Site: www.oficinadosmenestreis.com.br
E-mail: informacoes@oficinadosmenestreis.com.br



- Postado por: Roseane C. Castilho às 17h45
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Um teatro para todos


O teatro é uma das representações artísticas mais populares e antigas do mundo. A arte de encenar está em nossas vidas diariamente, por meio de telenovelas e filmes, porém o palco continua distante de sua platéia e o teatro para surdos é apenas um pequeno passo para essa aproximação. Trazer para esse mundo de fantasia a beleza da Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) e buscar na arte o tão esperado convívio, em perfeita harmonia, entre ouvintes e surdos, são alguns dos papeis da estudante Juliana Cristina Ferreira dos Santos que cursa o último ano do curso de Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, na UNESP. 

Juliana trabalha em dois projetos, um no bairro da Vila Nova Cachoeirinha, em uma escola da prefeitura para crianças com deficiência auditiva, Profº Mario Pereira de Cunha, onde estimula as crianças com jogos teatrais, brincadeiras e conhecimento corporal, e gera assim uma integração entre os alunos e auxilia em aulas de português para o melhor entendimento do texto, encenando-os. O outro fica no bairro da Saúde, no Instituto Santa Teresinha. Neste projeto, ela trabalha com adolescentes em oficinas teatrais. Nas oficinas, o estimulo para a aprendizagem do português é muito importante. “Os surdos tem muitas dificuldades em aprender o português, então trabalho muitos textos, para ajudar na leitura e a interpretação”, disse Juliana. Além de aplicar técnicas teatrais, estudos de cenas e elaborar  uma peça para ouvintes e não-ouvintes. 

A criação de uma identidade surda é primordial para o desenvolvimento do portador de deficiência auditiva. “Muita gente acha que LIBRAS são apenas sinais, e não uma língua. O Bimodalismo (que utiliza LIBRAS e a leitura labial) ajuda o surdo a se comunicar com o mundo, pois não adianta ele apenas saber linguagem de sinais, a leitura labial é muito importante para ele conseguir se comunicar também com ouvintes”, ressaltou Juliana. E no teatro, ela trabalha com a expressão corporal de seus atores, pois para eles é mais fácil, já que sua própria linguagem é expressão. Na peça se utiliza um pouco de LIBRAS e mais de mímica, pois não são todas as pessoas que compreendem a linguagem de sinais, portanto a utlização da mimica é essencial para a compreensão da peça.  

Instituto Santa Teresinha



- Postado por: Clícia Martin às 15h12
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Esportes, uma Conquista


Muitos podem pensar que as pessoas com alguma necessidade especial não podem praticar esportes, que não existem campeonatos ou eventos esportivos que contem com a sua participação. Podem apenas pensar, porque, na verdade, existem várias competições, com muitas modalidades esportivas.

 

Uma, das várias que podemos citar aqui, é a Paraolimpíada. Disputada desde 1960, ela é muito famosa em todo o mundo. Igualmente as Olimpíadas, ocorre de quatro em quatro anos, sendo a última no ano de 2004, em Atenas. Participaram mais de 4.000 atletas disputando 19 modalidades: Arco e Flecha, Atletismo, Basquete em Cadeira de Rodas , Bocha, Ciclismo, Esgrima, Futebol de 5, Futebol de 7, Golbol, Halterofilismo, Hipismo, Judô, Natação, Rugbby em Cadeira de Rodas, Tiro, Tênis de Mesa, Tênis em Cadeira de Rodas, Vela e Voleibol. Esta foi a primeira vez que o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos também foi responsável pela organização dos Jogos Paraolímpicos.

 

 

 

Podemos também citar o Campeonato Paraolímpico Universitário de Atletismo e Natação, que ocorrerá entre os dias 10 e 12 de novembro em Uberlândia, Minas Gerais. Podem participar atletas universitários com deficiência regularmente matriculados em graduação ou pós-graduação de instituições de ensino superior, públicas ou privadas. As inscrições vão até dia 27 de outubro, quem estiver interessado pode acessar este site para se inscrever: http://www.cbdu.org.br/

 

Com certeza essa foi uma vitória para todo mundo, não só para os deficientes, mas para a sociedade como um todo. São por essas e por outras iniciativas que ainda temos esperança de um mundo sem preconceito. Pelo menos estamos no caminho certo.



- Postado por: Debora Leonardo às 22h55
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Projeto VIDA


Hoje foi dia de confraternização no Projeto Vida, um grupo que está fazendo diversos tipos de trabalhos dentro da Metodista que envolve Inclusão Social de pessoas com deficiência. Essa festa juntou, não só os participantes das atividades do grupo como também seus pais e parentes. O intuito dessa reunião geral foi para apresentar e ver como o projeto está para os pais dessas crianças e jovens que integram o Projeto Vida.

Espero que possamos colocar muito mais coisas sobre esse Projeto dentro da própria Universidade aqui no blog também. Mas hoje gostaria de colocar a minha visão sobre o assunto, dentro da experiência de estar em meio a tantas crianças, cada qual com a sua deficiência. porque esse projeto vai muito além de atividades físicas (futebol, basquete, natação, judô, capoeira), abrangindo também a parte artística (dança e música).

É engraçado ver como o mundo é para cada pessoa. De perceber como cada uma reage com o que acontece ao seu redor. Ver a interação de uns e a reclusão de outros, frente suas deficiências. Que um simples estourar de bexigas possa desencadear um ataque de choro. Que algumas vezes a mente humana seja mais complexa do que aquilo que percebemos, de ver uma menininha pedir desculpas antes de dar um peteleco na outra.
Cada uma possuía algo de especial, um leve sorriso, mostrar seus desenhos, conversar com alguém, se apresentar. Até o simples fato de dar um doce o modo de interagir com a criança era diferente (não aceitava outro doce porque já havia ganhado um). As meninas brincando de pega-pega, gritando, cantando, elas eram cadeirantes. Um casal de cegos, aproveitando e conversando com todos mesmo em meio ao som da festa. Isso sem contar a presença dos voluntários do Projeto, em sua maioria estudantes de fisioterapia e educação física, cada qual interpretando um papel: fada, princesa, palhaço, mágico. Todos dentro de uma boa integração mesmo com as diferenças e o modo de reagir de cada um. Algumas crianças se apegavam em seu cuidador e não o largavam, outras precisavam de um cuidador na cola para não acabar causando algum acidente em meio a tantas crianças se divertindo.

Ainda há muito o que possa ser feito para o Projeto. E é esperando que todos, pais, voluntários e participantes procurem uma melhor forma de interação e integração sobre todos os aspectos. Uma unificação de idéias para que o proveito seja de todos. Isso sim é Inclusão Social. Perceber que, mesmo diante de dificuldades, ainda possa encontrar aquele sorriso único que devolve todas as forças para continuar participando do Projeto Vida.

- Postado por: Naná Mika às 19h05
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Para Todos


Falar sobre sexualidade é difícil, pois ela é muito mais do que um ato mecânico do encontro de dois sexos. Ela é uma expressão de identidade, vida, construção, amor, partilha e complementação das diferenças.

No que se refere à sexualidade de pessoas com deficiência, encontramos um tabu. A sociedade e, sobretudo, as famílias dessas pessoas castram e reprimem suas manifestações de sexualidade. Essa superproteção é desnecessária. "A expressão da sexualidade é absolutamente normal e ocorre em qualquer ser humano. É particular para cada indivíduo", declarou a psicóloga Claudia Dozzi, ao dizer que a pessoa com deficiência é capaz de se relacionar naturalmente com outros, sejam esses com ou sem deficiência. O que ocorre é que as famílias, por não aceitarem isso, não dão educação sexual aos que têm deficiência, privando-os, muitas vezes de manterem relações saudáveis com os seus parceiros (pois não recebem orientações sobre DSTs, métodos preventivos e anticoncepcionais etc). Com a falta de informações e com a repressão de seus desejos, surge o mito de que as pessoas com deficiência são hipererotizadas (elas não são hipererotizadas, são hiper reprimidas).

Esbarramos, aqui, em outros tipos de deficiência: a falta de compreensão e entendimento da família e da sociedade em relação a essa questão. Segundo Claudia Dozzi, regrar, limitar, liberar, o que pode, o que não pode, como, o que falar e do que falar, como acompanhar, entre outras, são tarefas que devem ser cumpridas pela família, educadores, psicólogos e médicos, juntamente com a participação constante da pessoa com deficiência e de suas opiniões. "Não há regras, há referências: ética, responsabilidade, coerência, abster-se dos preconceitos, suportar as frustrações e assumir e aceitar o ir e vir dessa construção". 

A sexualidade não respeita deficiência; nem teria que respeitar. Ela atinge a todos;não é preconceituosa. O preconceito é nosso; é de nossa sociedade castradora, repressora e reacionária.



- Postado por: Carolina Gutierrez às 15h43
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Sem barreiras


A sociedade nos parece ser estruturada de uma forma que seja contra os deficientes. São diversos os empecilhos ao convívio social “normal”. Barreiras físicas como a calçadas que não são projetas de maneira que favoreçam a livre circulação, os ônibus não adaptados e diversas outras.

E o relacionamento entre as pessoas deficientes e não deficientes têm barreiras, dificuldades para o convívio? Acredito que algumas existam, principalmente pela falta de informação e não pelo descaso. Alguns cuidados precisam existir porque as limitações existem, mas podem ser encaradas com naturalidade.

O advogado Henry Enns do Canadá era um ativista visionário na defesa de pessoas com deficiências. Elaborou um panfleto com algumas dicas de como se portar com pessoas deficientes. Coloco aqui algumas partes desse material:

Quando você encontrar uma pessoa deficiente...

"Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram alguém que é "diferente". Uma pessoa que tem medo de dizer alguma coisa "errada" a uma pessoa deficiente pode até evitar uma comunicação. Este mal estar pode ser evitado se pessoas deficientes e não deficientes se virem e interagirem mais freqüentemente no trabalho e na sociedade.

Trate a pessoa deficiente como uma pessoa saudável. Quando alguém tem uma limitação funcional, isso não quer dizer que a pessoa seja doente. Algumas deficiências não trazem problema de saúde.

Fale sempre diretamente com a pessoa deficiente, não com terceiros, por exemplo, um acompanhante ou um intérprete. Ao caminhar ao lado de uma pessoa usando bengala ou muletas, procure acompanhar seu ritmo.

Ofereça ajuda se quiser, mas espere que seu oferecimento seja aceito, antes de ajudar. Se a pessoa precisar de ajuda, vai aceitar sua oferta e explicar exatamente o que você deve fazer para ser útil a ela.”.

Não se trata de estabelecer uma espécie de etiqueta de relacionamento entre deficientes e não deficientes, mas apresentar alguns pequenos gestos e tratamentos que fazem a diferença para a convivência social para ajudar na aproximação e no entendimento.

Texto completo e outras dicas:
http://www.ipcnet.org.br/deficientes.html


 



- Postado por: Lidiane Guedes às 12h53
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Enredo para todos os carnavalescos


O Império Serrano comemorará os 60 anos no próximo desfile e mostra, na escolha do tema, a maturidade de uma escola de samba envolvida com a “justiça, democracia e participação”. Um tema pouco convencional para ser usado em um enredo seria este do nosso blog: “Inclusão Social”. Isso parece não incomodar a escola carioca que escolheu como hino oficial para o enredo: “Ser diferente é normal.O Império Serrano faz a diferença no Carnaval” . O enredo é de Jack Vasconcelos um dos carnavalescos.


O nome foi inventado em 2003, quando a agência GiovanniFCB emprestou “Ser diferente é normal” para ser usado pelo Instituto MetaSocial em uma campanha com o intuito de mostrar que as pessoas deficientes levam uma vida normal.

Com frases do tipo: “Eu quero ver o amor florescer ser diferente é normal”, “Quem nasceu diferente e venceu preconceito a gente tem que admirar...”, “Diferença pra quê? Tá na cara que a beleza está nos olhos de quem vê”, o enredo aborda de forma bem clara, inclusiva  e não precisa ser nenhum gênio para entender a mensagem. O enredo dá vida aos personagens mais variados, pessoas que a maioria já ouviu falar como: Victor Hugo, Albert Einstein, Frida Kahlo, Aleijadinho, Noel Rosa, Arthur Bispo do Rosário e Ernesto Nazaré, pessoas criativas que não eram encaixadas no padrão estabelecido.

www.imperioserrano.com

www.metasocial.org.br



- Postado por: Arieta Miranda às 20h19
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Burocracia: mais uma barreira


É comum o jovem, aos completar 18 anos, ter logo vontade de dirigir. Após aulas teóricas e práticas, sai o almejado documento: a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Infelizmente, para os portadores de deficiências as coisas não são tão simples assim. “Foi uma burocracia danada”, afirmou Fábio Scandolari Garcia, 19 anos e morador de Santo André, no Grande ABC. Fábio só foi alertado que sua CNH seria especial no exame médico. E a partir daí começou a burocracia. Ele foi encaminhado para o Detran e aconselhado a realizar todo o processo na cidade de São Paulo para posteriormente pedir a transferência (acabou conseguindo realizar na cidade de São Bernardo do Campo). Após conseguir toda a papelada, Fábio iniciou o processo. Suas aulas práticas foram realizadas com um carro adaptado (no caso, automático e com o acelerador no pé esquerdo).

Não parou por aí. Depois de ter passado nos exames teórico e prático e de ter recebido sua carteira de habilitação, mais um processo foi iniciado: o da compra de um carro adaptado e com todos os benefícios de isenção e/ou descontos de impostos oferecidos pelo Governo. Enfim, após aproximadamente 1 ano de ‘leva-e-traz’ de diversos documentos, conseguiu sua carteira de motorista e seu carro adaptado.

Segundo Max Weber, sociólogo alemão, “a burocracia é a organização eficiente por excelência”. Porém a burocracia não cumpre seu papel organizacional de forma eficiente e acaba dificultando o alcance das pessoas a determinadas necessidades. A burocracia, na prática, é lenta e confusa para a maior parte da população. Torna-se, assim, uma barreira não só para os portadores de deficiência.

O problema maior de tudo isso, além da própria burocracia, é justamente a dificuldade que um deficiente enfrenta para poder encaminhar todos os documentos aos órgãos necessários, afinal, todos sabemos que não existe uma infra-estrutura adequada e que facilite a locomoção de deficientes.
Felizmente, a lei de isenção de impostos funciona muito bem. “O carro acabou saindo em torno de 25% mais barato do que um carro normal”, completou Fábio. Outro benefício muito importante é o da não-obrigatoriedade na participação do rodízio municipal de veículos.

Atualmente, alguns fabricantes de carro já estão providenciando a fabricação de modelos já adaptados. “A demanda por carros adaptados para deficientes físicos no Brasil está estimada entre 130 a 140 unidades por mês”, diz Carlos Eduardo Cavenaghi, proprietário da empresa de adaptação Cavenaghi.

Passo-a-passo para adquirir a isenção de impostos:
http://www.denatran.gov.br/veiculos_isencoes.htm

Saiba mais:
http://quatrorodas.abril.com.br/servicos/deficientes/
http://www.mpdft.gov.br/sicorde/veiculos_Convenio77_2004.htm
http://www.receita.fazenda.gov.br/Imprensa/Notas/2003/novembro/14112003.htm
http://carsale.uol.com.br/opapoecarro/variedades/var_020403.shtml
http://www.suigeneris.pro.br/edvariedade_burocracia.htm

Fábio Scandolari GarciaFábio Scandolari Garcia, aos 7 anos de idade, teve um derrame cerebral (AVC Esquêmico) que causou a ruptura de uma veia no cérebro. Chegou a perder os movimentos do lado direito do corpo e também a fala. Após 2 meses de tratamento, voltou a falar e andar novamente. Fez sessões de fisioterapia, hidroterapia e terapia ocupacional. Mais recentemente, com a descoberta do botox, têm feito aplicações no braço e na perna. “O botox libera a tensão muscular”, afirmou. Fábio disse enfrentar muitas dificuldades. “Andar sem a órtese (que ele usa no pé direito) é difícil, sem ela vivo caindo. Andar de carro é difícil, dar sinal de seta com uma mão só. Ficar de pé no ônibus é um sacrifício, como minha deficiência não é tão visível, as pessoas costumam olhar feio quando eu sento nos assentos preferenciais”. Quanto ao preconceito, ele diz que sofre um pouco sim. “Uma vez eu estava no supermercado e entrei na fila especial. Um senhor que estava na minha frente começou a reclamar por eu estar na fila ‘para idosos’. Tive que mostrar minha carteirinha de deficiente do ônibus para provar para ele que eu sou deficiente, e ele continuou reclamando.”



- Postado por: Roseane C. Castilho às 11h10
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Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência


“É urgente a mudança. Reconhecimento é direito, não é dó nem comiseração. Não precisamos de caridade do meio. Precisamos, apenas, ter nossos talentos valorizados e reconhecidos como tais”, declarou o surdocego Alex Garcia  especialista em Educação Especial, presidente da Agapasm  (Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes) e membro da World Federation of Deafblind, em seu artigo sobre a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada em Nova Iorque no dia 25 de agosto de 2006.

O preconceito ainda é muito grande quando se trata de pessoas portadoras de deficiência. E em um país como o Brasil, por exemplo, os preconceitos de classe social, sexo e gênero se somam. “Reconhecendo também que a discriminação contra qualquer pessoa em razão da deficiência é uma violação da dignidade inerente da pessoa humana”, trecho do documento elaborado na convenção (Estados Parte – F).

No artigo 7: Crianças com deficiência, nos faz refletir sobre o quanto é importante uma educação e estruturação para o melhor desenvolvimento dessas crianças. “Estados Membros tomarão todas as medidas necessárias para assegurar o pleno gozo das crianças com deficiência de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, e assegurar os direitos iguais das crianças com deficiência ao gozo de todos os direitos estabelecidos nesta Convenção”, está enfatizado no documento.  O ponto primordial: “Iguais a outras crianças”, é na infância que a pessoa se desenvolve e se adapta com sua deficiência criando uma melhor interação com o meio em que vive, de forma mais rápida e eficaz do que um adulto. “Estados Parte assegurarão de que as crianças com deficiência tenham o direito de expressar livremente seus pontos de vista, em todas as questões que lhes afetam, em condições iguais a outras crianças, providas de assistência apropriada à deficiência e a idade para realizar este direito”.

A Convenção é mais um sinal de mudança. Onde os excluídos estão buscando e exigindo os seus direitos e a sociedade está em adaptação para  deixar de renegar e atender, enfim as necessidades básicas de todos. "Talvez seja uma utopia pensar ou sonhar, mas sonhar é permitido. Sonhar que um dia possamos construir o Documento Brasileiro, por exemplo, tendo como agentes deste processo, pessoas com deficiência, cada qual representando seu segmento e categoria, o que hoje não ocorre. Assim, poderíamos resguardar a todos a relação causal e o sentido fático de suas experiências concretas", conclui Alex Garcia.

Para ler o documento elaborado na Convenção  

Artigo do Alex Garcia



- Postado por: Clícia Martin às 15h31
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