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A Turma do Barulho


“Sensibilizar não é fácil”, explica pós-graduada em educação inclusiva Patricia Palma Parlageli professora da escola municipal CIEJA (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) da Freguesia do Ó, responsável pelo projeto SAAI – Sala de Apoio e Acompanhamento a Inclusão - no qual trabalha com pessoas com deficiência mental entre as idades de 14 a 45 anos. “Quando entrei no CIEJA trabalhei muito com os professores, para conscientizá-los e sensibilizá-los, em forma de palestras e apresentações. Muitos professores não sabem trabalhar com esses alunos, mas só pelo fato deles aceitaram, que foi o que ocorreu no CIEJA, já é um grande avanço”, disse Patricia.

  Em São Paulo existe certa de 111 SAAI espalhadas por escolas municipais. Essas aulas extras, fora do horário regular, servem de um apoio e estimulo para esses alunos especiais. De tal forma, se trabalha muito com a abstração das informações. “As pessoas com deficiência mental são muito concretas, portanto trabalho muito com o lado lúdico das informações, com jogos teatrais, analise de músicas, sempre com a preocupação em incentivar o desenvolvimento lingüístico dos alunos”, explica a professora.
 
 Patricia percebeu, em uma das SAAI, um grupo de alunos que se identificavam muito com a música. Após estudarem o "hit" de Sandra de Sá, "Joga fora no lixo" e abstraírem o seu significado e reescreve-la em forma de paródia, um dos alunos contou a professora sobre a apresentação de um grupo musical, no qual ele presenciou, que utiliza sucata como instrumento e teve a idéia de trazer latas e material, quais poderiam ser reaproveitados como instrumentos musicais. E desta forma acabaram montando uma banda, a Turma do Barulho,  como ficaram conhecidos na escola por causa de seus ensaios. “Eu utilizo a música nesse caso como uma forma de alfabetização, para ajudar no entendimento de significados, no estudo de sons das silabas. E eles adoram cantar”, esclarece Patricia.

 Além do fato de dar a oportunidade de estudo, que é de direito dessas pessoas, ajudam na sua inserção no mercado de trabalho e a receberem o respeito e admiração da sociedade, pela sua luta em busca de um lugar mais justo e que abranja a todos.



- Postado por: Clícia Martin às 21h36
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"Daqui não saio! Daqui ninguém me tira!"


Esse é o hino de Dona Lia, com seus 80 e poucos anos, aluna "pós-graduada". É o hino para cada reinício das aulas, suas "Boas Vindas" para os novos alunos da Faculdade Aberta da Terceira Idade. Continuando a postagem sobre a Terceira Idade, hoje vou comentar um pouco sobre as atividades da COOFATI.

Criado em 1998 com a iniciativa da Sra. Laerte Soares, Secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania da Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), a Faculdade da Terceira Idade trabalha não só com a auto-estima de seus "meninos e meninas", mas também a solidariedade, a saúde, os fatos atuais e principalmente o talento de cada um.

As disciplinas ministradas abrangem aulas de línguas (Inglês, Espanhol e Italiano), Literatura, Psicologia, Informática, Música, História da Arte, Direito e Cidadania, Medicina e Saúde, além de Terapias alternativas como o Lian-Gong e Biodança; todas voltadas para a Terceira Idade, voltadas para manter a mente saudável.

Os cursos abrem inscrições todo semestre, independente do grau de escolariedade dos interessados. A faculdade é voltada para os interesssados a partir de seus 45 anos de idade, com turmas no período da tarde e noite. Entre as atividades estão: apresentações teatrais, dança, coral, excursões culturais, promovem a Semana de Talentos com desfiles de moda e concurso de Miss e Mister Fati. Mesmo que o curso dure apenas 4 semestres, muitos fazem parte das classes "Sênior", os "pós-graduados" da Faculdade.

As mudanças aparecem não só nos alunos participantes."Estou na FATI há quatro anos, meus filhos me deram muita força para começar, eles principalmente adoram que eu esteja lá" disse Tereza Mendes de 50 anos, e completa: "foi a minha redescoberta, na alegria que eu nem lembrava que tinha, reaprendi a sorrir, minha auto-estima cresceu". A família acaba sendo um alicerce para o empenho desses garotos e garotas com mais de 50 anos, não só pelo incentivo à prática de alguma atividade física, mas também o trabalho com o lado mental e também espiritual conquistado nesse espaço de convivência.

Maiores informações, contato pelos telefones: 4122-2080 / 4125-9532 / 4332-8524 ou através do e-mail: coofati@yahoo.com.br
Ou no site: http://www.fatisbc.com.br



- Postado por: Naná Mika às 16h03
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Leitura solidária


“Jornal Falado” é o novo projeto (em desenvolvimento) realizado pela Rádio Universitária da Faculdade Cásper Líbero. Ele consiste na disponibilização diária de leitura gratuita de jornais para cegos e pessoas com baixa visão.

O novo sistema funciona como uma espécie de rádio, mas via telefone e internet. Por telefone, o usuário receberá instruções por um menu de atendimento (comando de voz) e poderá escolher o jornal, a editoria e o assunto que deseja. Já pela internet, a pessoa será guiada ao conteúdo/noticiário por um sinal sonoro.

O projeto foi idealizado após uma reunião com a Sra. Dorina Nowill, presidente emérita e vitalícia da Fundação Dorina Nowill para Cegos, criada há 60 anos. Ela enfatizou a falta de acessibilidade dos meios de comunicação para as pessoas cegas. Foi daí que surgiu a idéia de um programa de reprodução sonora dos jornais impressos.

As barreiras comunicacionais também têm de ser quebradas. A informação é imprescindível para uma boa formação crítica e para uma melhor construção da sociedade. Deve ser, portanto, acessível a todos! 


Para maiores informações:

http://www.facasper.com.br/radiouniversitaria/notas.php?id_nota=191

http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=18778



- Postado por: Carolina Gutierrez às 16h37
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Inclusão feminina: a revolução social do século XXI


Pode-se dizer que a inclusão e ascensão das mulheres na sociedade foi uma das maiores conquistas revolucionárias do último século. É uma pena que esse processo só tenha evoluído de fato no mundo ocidental.

Há tempos, que a figura da mulher vem tentando achar o seu lugar através de atos nobres e grandes ideais. Joana D’arc é um entre vários grandes exemplos femininos,  que perderam a vida ao lutar por uma causa nobre. A nossa “sociedade moderna” já tem mulheres atuando em quase todas as áreas profissionais, em cargos de responsabilidade, cuidando de suas casas e famílias. Elas provam constantemente que são capazes de enfrentar as dificuldades e que podem exercer com dignidade diversas funções que, há anos só cabiam aos homens. Todo esse progresso não quer dizer que todos os preconceitos tenham sido vencidos. Ainda restam marcas muito fortes da sociedade predominantemente machista que resistiu por séculos. Esta que tinha a plena certeza de que a mulher, por ser inferior, veio ao mundo apenas para procriar e dar conta de seu instinto maternal.

Atualmente, ainda faltam ajustes sociais para que as mulheres sejam equiparadas à casta masculina, seja nos quesitos profissionais, recebendo salários que sejam de acordo com cada função e não de acordo com o gênero, pura e simplesmente(por exemplo). Ainda falta vencer também uma série de “tabus” que acometem as mulheres, prejudicando-as moralmente. A luta feminina não pretende segmentar nem comparar os gêneros superficialmente. Pretende mostrar que a colaboração feminina só tem a somar ao crescimento e desenvolvimento da sociedade. É uma pena que no Oriente, devido a crenças  mais radicais, o avanço da mulher seja quase nulo. Mas podemos acreditar que a força e vontade delas é igual a que transformou o mundo Ocidental nos últimos séculos. E que o processo evolutivo e inclusivo só faça crescer cada vez mais.

“Nós vencemos. É, vencemos. O machismo opressor perdeu a sua longa hegemonia sobre a sociedade. Em alguns lugares do mundo, sim, muitas mulheres seguem em suas batalhas contra a brutalidade masculina, mas são focos de ignorância que deverão ser apagados. O fato é que, sem dúvida, hoje, podemos dizer que vencemos. Uma luta ancestral, cuja vitória merece ser comemorada.”

Fernanda Young, um exemplo contemporâneo.

www.fernandayoung.com.br



- Postado por: Arieta Miranda às 22h36
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Inclusão social: caminho a passos lentos


A presença de intérpretes da língua dos sinais (Libras) será obrigatória em todas as universidades e colégios federais a partir do dia 23 de dezembro de 2006. Cerca de 3% da população brasileira têm deficiência auditiva. Essa medida visa facilitar o aprendizado dessa parte da população, e assim, facilitar também a inclusão dos mesmos no mercado de trabalho.

Além disso, será também obrigatória a inclusão de aulas de Libras em cursos superiores de formação de professores (como letras, matemática e história) e de fonoaudiologia nas universidades, públicas e particulares.

Infelizmente, parece que ao mesmo tempo em que damos um passo para frente, damos outro para trás. Foi produzida pela 23ª Vara Cível de São Paulo uma norma que permite que as instituições de ensino privadas não recebam deficientes em suas classes.

"Qualquer norma intraconstitucional - editada pelo legislador ou pelos órgãos deliberativos dos sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios - , que imponha à iniciativa privada o dever de acolher de maneira incondicional pessoas portadoras de deficiência em classe de rede regular de ensino é manifestamente inconstitucional, dada a clareza do artigo 208, inciso III, da Constituição Federal", é o que afirma o Processo N° 583.00.2005.055918-2 - 23ª Vara Cível de São Paulo/SP.

Pois é, desse jeito o caminho rumo à inclusão social parece mais longo do que realmente é. Desse jeito, não saímos do lugar. Desse jeito, continuamos a ver a inclusão como um objetivo distante, um sonho. Felizmente, um sonho que é ainda sonhado por muitos.

"Da luta não me retiro." (O Teatro Mágico)

Fonte: Revista Sentidos (30/10/2006)
O Estado de S. Paulo (30/10/2006)



- Postado por: Roseane C. Castilho às 15h33
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Visão em forma de som


   Todos sabemos que pessoas com deficiências enfrentam muitas dificuldades em sua vida. Mas do mesmo modo que existem essas dificuldades, existem pessoas que têm o intuito de buscar diminuí-las, fazendo assim com que a vida de pessoas com deficiências seja melhor.

 

   Alunos do ensino médio de uma escola pública de Sobradinho (DF) criaram um experimento muito interessante que pode auxiliar, e muito, a vida das aproximadas 11 milhões de pessoas com alguma deficiência visual em todo o Brasil e, porque não, ajudar deficientes de todo o mundo.

 

   Os jovens cientistas desenvolveram um óculos-sonar que emitem sinais para os deficientes visuais quando eles estão se aproximando de obstáculos, evitando assim que eles se choquem. O sensor, que calcula a distância entre a pessoa e o objeto, emite um som com uma intensidade que varia de acordo com a proximidade. No caso da pessoa ter também deficiência auditiva o aparelho ao invés de emitir um som, ele emitirá uma vibração.

 

   “Os óculos funcionam como um complemento da bengala, pois evita o choque com objetos mais altos que não são percebidos pela bengala, como orelhões e placas de sinalização” , diz o coordenador do projeto e professor Antônio Jacó de Souza. A intenção do professor é que o equipamento se popularize. Segundo ele, o óculo pode ser montado em qualquer oficina, com custo aproximado de 200 reais.

 

   É muito importante ver que pessoas se preocupam com esse problema, pois com esse exemplo muitas pessoas também irão pensar melhor nesse aspecto e tentar ajudar. Isso é só um começo, ainda falta muito, mas com esperança iremos conseguir fazer desse mundo, um mundo mais igual e sem preconceitos.



- Postado por: Debora Leonardo às 21h37
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Outras visões


O cinema comercial e as grandes emissoras de TV abordam pouco o tema da deficiência. Acredito que seja por se tratar de um assunto que geralmente não desperta interesse nas pessoas, e que por conseqüência não teria boa rentabilidade.

Mas alguns filmes já foram lançados e ganharam prêmios importantes apresentando como tema central a deficiência. É o caso de Filhos do Silêncio que narra o romance de um professor de linguagem de sinais (William Hurt) e uma aluna deficiente auditiva, a atriz Marlee Matlin que atua no longa metragem também é surda e ganhou o Oscar em 1986.

No Brasil o documentário Janela da Alma é o mais expressivo que aborda a deficiência. É baseado no depoimento de 19 personalidades com diferentes problemas de visão que falam sobre a relação que mantêm com a própria visão ou como lidam com a falta dela como é o caso do fotógrafo cego Eugene Bavca. Esse ano o 17° Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo realizou o cinema dos sentidos que exibiu filmes com áudio descritivo para deficientes visuais.


A emissora de TV TVE tem o Jornal Visual que é voltado para o público deficiente, as reportagens apresentam o tema da deficiência visual e há também notícias nacionais e internacionais. O jornal é apresentado de segunda a sexta por duas intérpretes da Libras ( linguagem brasileira de sinais).

Uma das melhores formas de promover inclusão social é mostrar o assunto com sensibilidade e arte pelo cinema e incluir o debate em programas cotidianos. Alguns bons exemplos existem e devem ser seguidos.


- Postado por: Lidiane Guedes às 10h35
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